Ratos são ótimos como pets e bem diferentes do que se pensa; entenda

Publicado em 04/02/2022 às 06:15

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Os ratos são animais muito inteligentes e companheiros
Annemarie Horne/Unsplash

Os ratos são animais muito inteligentes e companheiros

Os ratos são geralmente vistos com maus olhos por grande parte das pessoas, que reconhecem os pequenos roedores apenas como pragas, sendo animais que vivem na sujeira e que transmitem doenças.

Parte dessa má fama dos ratos vem de acontecimentos históricos, como a Peste Negra que se deu na Europa, durante o século 14, e que foi atribuída aos ratos como os grandes responsáveis pela proliferação da doença. Mas estudos já demonstraram que não foi bem assim que aconteceu.

O verdadeiro transmissor da doença que causou a morte de um terço da população se deve a uma combinação de fatores, como parasitas como pulgas e piolhos, além da falta de higiene básica – eis a importância de lavar bem as mãos antes de comer.

Os ratos de rua, hoje transmissores de doenças, como a leptospirose, vivem em esgotos e na sujeira, o que causa aversão à maioria das pessoas, mas talvez fosse a hora de pensar bem antes de jogar lixo na rua, afinal, esses roedores vivem na sujeira produzida pelos próprios seres humanos.

Contudo, quando o assunto são os ratos como animais de estimação, a ideia não é que se adote um animal de rua, como se faz com cães e gatos, mas sim de animais que se encontram em pet shops e lojas especializadas, popularmente conhecidos como “ratos de laboratório”.

A história dos ratos como animais de estimação

Ratos são animais mal incompreendidos, por serem muito associados a transmissores de doenças
Evgeniya Litovchenko/Pixabay

Ratos são animais mal incompreendidos, por serem muito associados a transmissores de doenças

Por mais que ainda pareça uma ideia bem estranha, ratos como pets já são bem comuns em muitos lugares há muitos anos. No século 18 os ratinhos vinham sendo domesticados, embora, como indicam os registros da época, esses pequenos animais eram usados em “esportes” conhecidos como rat-baiting, que causava a morte de muitos deles.

Já no século 19 a fama dos ratos como pets ganhou ainda mais força. No ano de 1976 foi fundada na Inglaterra a National Fancy Rat Society  (NFRS), com o objetivo de reunir entusiastas e criadores de ratos e promover os pequenos roedores como animais de estimação.

Ter um rato como pet

É importante lembrar que os ratos e os hamsters são animais diferentes,  mas com características semelhantes. Os ratos são animais companheiros, muito sociáveis e brincalhões e muito raramente vão demonstrar qualquer tipo de agressividade. Tendo os devidos cuidados, por serem muito pequenos, são animais ideais para crianças.

Os ratinhos são também animais muito inteligentes e podem ser adestrados, com alguma paciência, o tutor de um rato pode ensinar ao animalzinho alguns truques divertidos. Esses animais são muito amorosos e se tornam muito apegados aos membros da família.

Por serem bem pequenos, os ratos demandam menos cuidados que um cachorro ou um gato e precisam de muito menos espaço para viver, mas está longe de significar que o tutor de um rato não precisa ser responsável. Esses animais precisam de alimentos adequados, água fresca sempre a disposição e, justamente por serem bem inteligentes, precisam de estímulos físicos e mentais diariamente – ou seja, brinquedos e interação com o tutor.

Outro ponto a ser considerado é que o rato é uma animal gregário, ou seja, vive muito melhor em companhia e o ideal é que se tenha ao menos dois, para que não se sintam sozinhos e tenham com quem brincar quando o tutor não estiver por perto. 

O mais indicado é que sejam duas fêmeas. No caso dos machos, não haverá problemas caso sejam de uma mesma ninhada, caso contrário o melhor é evitar, para que não haja brigas entre eles. Machos e fêmeas juntos também não é indicado, a menos que ter filhotinhos em casa não seja um problema.

Os cuidados com um rato de estimação

Ratos podem ser ótimas companhias e dão menos trabalho que animais maiores
Evgeniya Litovchenko/Pixabay

Ratos podem ser ótimas companhias e dão menos trabalho que animais maiores

Os ratos são pequenos e demandam menos trabalho, mas não dispensam uma boa dose de responsabilidade. A gaiola de um rato deve ser consideravelmente grande e adaptada às necessidades do pet. O animal precisa ter com o que interagir e locais onde possa se esconder para descansar.

Como são animais que são essencialmente presas na natureza, o instinto de sobrevivência desses roedores é alto e eles se sentem mais seguros quando podem descansar em um local fechado e coberto, mesmo em ambiente doméstico.

Para a gaiola, é importante ter também substratos de boa qualidade, para facilitar a limpeza dos dejetos e evitar a produção de poeiras que podem causar problemas respiratórios ao pet. Falando em limpeza, os ratos – ao contrário do que se pensa – são muito preocupados com a própria higiene e gostam de viver em um ambiente bem organizado. Assim como os gatos, os ratos estão sempre se limpando e não gostam de um ambiente sujo.

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Realizar a higienização da gaiola de forma periódica é muito importante (ao menos uma vez por semana), a sujeira pode estressar o animal e facilita a contaminação por possíveis doenças – na mesma probabilidade que se acontece também com cães e gatos.

A gaiola precisa estar em um ambiente fresco e arejado, mas livre de correntes de ar, como ventiladores e ar condicionado, assim como não deve ficar exposta ao sol.

Os ratos também não devem passar todo o tempo trancados dentro das gaiolas e precisam ter um tempo para entrar e sair livremente, portanto, o tutor deve ter muito cuidado com o espaço onde esses pets vão circular, como móveis com frestas onde eles possam entrar e se prender, e fios elétricos que eles possam vir a roer.

Os ratos brancos, ou albinos, são variações criadas em laboratórios.
May/Unsplash

Os ratos brancos, ou albinos, são variações criadas em laboratórios.

Cuidados com a alimentação e com os dentes

Uma alimentação balanceada e nutritiva é fundamental para que os animais de estimação vivam com saúde – lembrando que ratos também precisam fazer uma visita ao médico veterinário de vez em quando – e felizes.

Assim como outros roedores, os dentes dos ratos estão em constante crescimento, por isso a necessidade de estarem sempre roendo algum objeto, ou mesmo com alimentos que façam esse desgaste naturalmente. A maioria dos problemas de saúde dos roedores está relacionado aos dentes que, caso não sejam desgastados corretamente, os animais vão sentir muitas dores, causando má digestão e até a impossibilidade de ingerir alimentos.

A alimentação dos ratos deve ser baseada em rações indicadas para roedores, mas também podem ser oferecidos alimentos naturais, como frutas descascadas e legumes, como tomates, espinafres, cenoura e abobrinha. Cereais e sementes também podem fazer parte da dieta, como arroz, pães e outras massas.

Proteína animal, como ovos cozidos, frango e queijo sem lactose também podem alegrar a vida do roedor. Os vegetais devem ser sempre oferecidos crus e frescos, assim como a proteína animal deve estar cozida, mas sem a presença de temperos, como sal, óleo, açúcar, entre outros aditivos.

Comida e água devem estar sempre frescas e ao alcance dos animais sempre que eles quiserem. Lembrando que, antes de oferecer qualquer alimentação variada ao rato de estimação, o tutor deve pedir a orientação de um especialista veterinário.

Algumas espécies de ratos domésticos

O Esquilo da Mongólia é uma das espécies de ratos de estimação mais populares
auenleben/Pixabay

O Esquilo da Mongólia é uma das espécies de ratos de estimação mais populares

Twister

Também conhecido como Twister Dumbo, ou apenas Rato Dumbo, este é um dos mais comuns, conta com uma pelagem curta, cauda longa e pode chegar a até 30 cm. São animais divertidos e muito interativos.

Gerbil

Também conhecidos por Gerbo, ou Esquilo-da-Mongólia, esse ratinho pode chegar a até 15 cm. Originais da Ásia, como o nome indica, são dóceis e divertidos. Têm como característica olhos grandes e brilhantes.

Wistar

O conhecido Rato Branco, ou “rato de laboratório”. O nome vem de Wistar Institute of Psichology and Biology, local onde foi criado, na Universidade da Pensilvânia. Esse é um animal de hábitos noturnos e pode passar parte do dia dormindo. É uma variedade da Rattus norwegicus, ou rato-castanho. Esse ratinho inspirou a criação da animação “Pinky e o Cérebro”.

Camundongo

Comuns da Europa e da Ásia, costuma ser confundido com o Rattus norwegicus, mas tem o nome científico de Mus Musculus. São menores, não passando dos 10 cm e, apesar das semelhanças, não são parentes tão próximos. Assim como o Wistar, o  camundongo tem a sua versão albina, conhecida como Swiss. Foi criada pela CarWorth Farm, na Universidade Rockefeller.

Fonte: IG PET

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