Ativistas em Cuba prorrogam protestos até 27 de novembro

Publicado em 16/11/2021 às 17:20

Compartilhe

105371


source
Protesto em Cuba na última segunda-feira (15)
Reprodução

Protesto em Cuba na última segunda-feira (15)

O grupo dissidente Arquipélago anunciou nesta terça-feira (16) que a mobilização marcada para pedir mais liberdade política e a liberação de ativistas que foram detidos depois de protestos em julho em Cuba será prorrogada até o próximo dia 27 de novembro, ou até que o “regime” deixe de violar o direito dos cidadãos.

O ato, ligado à “Marcha Cívica pela Mudança”, havia sido proposto para ser realizado na última segunda-feira (15), mas a “extrema militarização das ruas” e o bloqueio de mais de 100 ativistas impediram a passeata, segundo os organizadores.

Em comunicado divulgado no Facebook , o grupo de opositores fez um balanço do dia anterior e destacou que “o governo criminalizou e desrespeitou o direito à liberdade de expressão, reunião e manifestação reconhecida pela Constituição cubana e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

“O governo cubano respondeu às nossas demandas como uma ditadura: extrema militarização das ruas, mais de 100 militantes sitiados, prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados, atos de repúdio, violência, proteção, coerção e discurso de ódio”, denuncia o texto, que adverte que não aceitará esta escalada de violência. “O ressurgimento da repressão contra cidadãos e manifestantes pacíficos não é e não será aceito”.

Portanto, “é nosso dever como cidadãos continuar a levantar nossas vozes contra a injustiça”, acrescenta a nota.

Leia Também

O grupo Arquipélago reiterou ainda que até o dia 27 de novembro todas as reivindicações estão mantidas, incluindo panelaços todas as noites, às 21h (horário local), para a “libertação dos presos políticos, garantia da liberdade de expressão e reunião e início de um processo transparente para resolver nossas divergências por meios democráticos e pacíficos”.

A decisão foi tomada após as autoridades cubanas proibirem a realização das manifestações, alegando que os atos são um pretexto inventado por exilados cubanos e pelo governo dos Estados Unidos que pretende utilizar as tensões crescentes no país para promover uma mudança de regime em Cuba.

Os protestos convocados pelo grupo foram marcados para acontecer quatro meses após as manifestações de julho, as maiores em décadas. Na ocasião, os atos ocorreram como resposta a uma crise econômica, com falta de bens básicos, e contra as restrições impostas pelo governo para conter a Covid-19.

Os ativistas afirmam que mais de mil pessoas foram presas após aquelas mobilizações, e centenas delas ainda estão detidas.

Fonte: IG Mundo

Veja também

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Covid-19: país tem 22,1 milhões de casos e 615,5 mil mortes

107939

Subida dos juros deve provocar desaceleração na economia, diz Guedes

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministério oferece mais de 21,5 mil vagas para Médicos pelo Brasil

107935

Em relatório preliminar, deputado destina R$ 16,2 bilhões para orçamento secreto

107933

Nova proposta de reforma trabalhista quer proibir motoristas de app na CLT

107931

Pais de autor de massacre em escola de Michigan são presos

107929

Biden e Putin farão reunião sobre tensões na Ucrânia

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Brasileiros devem redobrar cuidados no verão contra câncer de pele