Coluna Pomerana

A língua pomerana em foco

Publicado em 18/01/2022 às 10:24

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Colunas-Montanhas capixabas-Pomerano

Texto: Jorge Kuster

É evidente que nos últimos anos a cultura pomerana obteve alguns avanços. O Povo Tradicional Pomerano vivenciou um processo crescente de ressignificação e divulgação da língua pomerana. Estamos cada vez mais engajados na luta por direitos territoriais e identitários, organização social e acesso a políticas públicas.

A língua pomerana perdurou entre muitas perseguições e fragilidades. Ela sobrevive por mais de um século e meio entre os descendentes de imigrantes pomeranos. Hoje sem dúvida, o Brasil pode ser considerado o maior detentor de conhecimentos sobre a história pomerana. Conseguimos destaque no cenário nacional pelo Decreto 6.040/2007, estamos inseridos no Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, instituído pelo Decreto 8.750 de nove de maio de 2016. No Estado do Espírito Santo, um movimento em prol do fortalecimento da língua pomerana se estabeleceu. Metas foram traçadas para fortalecer a cultura pomerana. Foi organizado e lançado o primeiro Dicionário
Pomerano/Português no Brasil pelo pesquisador Dr. Ismael Tressmann. O Programa de Educação Escolar Pomerana – PROEPO – foi implantado nos municípios com predominância pomerana, o que resultou na Co-oficialização da língua pomerana em sete municípios capixabas. Nesse sentido, a elaboração de materiais didáticos, cursos na modalidade EAD (Educação à Distância) e Formação Continuada de Professores em Língua Pomerana é imprescindível. A procura por suporte, para treinar sistematicamente estruturas básicas de ortografia da língua pomerana é constante e cada vez mais pessoas demonstram interesse para aprender o pomerano, sejam pomeranos ou não. Mas isso não traz a garantia da perpetuação do idioma entre as gerações futuras, se as famílias pomeranas não incentivarem os seus filhos a falarem a língua materna.

Os últimos dois anos foram atípicos em muitos aspectos, professores tiveram que se reinventar com suas práticas pedagógicas. As aulas de língua pomerana não deixaram de ser um desafio. A falta de materiais didáticos específicos no mercado, em pomerano, fizeram com que mais pessoas despertassem para aprender a ortografia pomerana. Em uma reunião a distância, surgiu a ideia de criar um curso de extensão em pomerano para atender a essa demanda. Como projeto experimental, a Universidade Federal Fluminense através do PROLEM, abriu as portas para o primeiro curso de pomerano em uma universidade. Faltam-me palavras para descrever tamanha satisfação pelos momentos que vivenciei como professora do curso no segundo semestre de 2020. Foi uma experiência ímpar. GRATIDÃO é a palavra que resume tudo!

Chegar ao final do ano e ver a turma produzir pequenos textos, mesmo aquele que no início não falava nada em pomerano, é muito gratificante. Isso prova que nada é impossível desde que se tenha determinação e empenho para tal.

A princípio era para ser um curso Iniciante I, mas no decorrer do semestre tive que mudar tudo, pois o desenvolvimento da turma pedia mais. A apostila ficou com mais de 200 páginas, recheadas com bastante conteúdo e produções. A seguir, poderão ver algumas produções feitas em aula:

DEPOIMENTOS DE ALUNOS E MATERIAIS PRODUZIDOS PELOS
MESMOS AO LONGO DO CURSO.

Como não falante e não descendente de pomerano, tive a oportunidade não só de conhecer a singularidade dessa cultura, desse povo, mas também de me aprofundar na história do Brasil e nas diferentes realidades que nele existe. Por meio do curso pude conhecer pomeranos de diferentes cidades, bem como os seus desafios, que muitas vezes possuem denominadores comuns, mas também diferenças. Em meio às conversas, foi possível reconhecer um povo que luta pela sobrevivência de sua identidade, que sofre pela falta de apoio e recursos por parte de seus municípios, pela ignorância de muitas pessoas, que os consideram alemães, e pela modernidade, que cada vez mais afasta os pomeranos mais jovens do aprendizado da língua. O curso de pomerano foi incrível! Apesar disso, eles resistem: meus colegas, todos pomeranos, em sua maioria eram professores, conhecedores da língua, mas que buscavam aperfeiçoar a escrita, para ensinar aos alunos, isto é, a nova geração pomerana. Nesse sentido, é importante louvar o esforço da professora Lilia, que dedicou sua vida ao ensino e divulgação da língua e da cultura pomerana. No fim desse semestre, só posso dizer: Härtslige dank! – Daniel Borges da Fonseca, Brasília/DF

A realização do curso de pomerano me fez perceber o quanto a língua está se perdendo e o quanto ainda temos que trabalhar, para que ela se reacenda e se torne mais ativa. Também vi que tem muita gente que não quer que esta língua se silencie e se mantém entusiasmada, para que ela não desapareça. Isso se prova com a criação deste curso, dicionários e documentários. Observo que a maior dificuldade foi, inicialmente, de escrever e ou, entender os sons e pronúncias corretas. Depois que se assimila isto e mais algumas regrinhas, a escrita e a leitura ficam mais fáceis. O curso me deu a oportunidade de aprender a escrever corretamente a língua pomerana. É muito importante escrever de maneira correta e ter uma forma padrão para poder ensinar outras pessoas. As aulas do curso foram muito dinâmicas, nós conversamos e praticamos bastante a escrita. Também cantamos e conseguimos adquirir bastante material. A professora Lilia é ótima, profissional excelente. Ela merece todo o nosso reconhecimento devido ao estudo, esforço e dedicação ao estudo desta língua. – Laura B. Schröder, Canguçu/RS

A língua pomerana por muitos e muitos anos era visto apenas como um simples dialeto. Com os estudos, esse dialeto foi decodificado em língua. De forma gradativa, obteve-se importantes avanços na escrita, através do processo de aprendizagem. As maiores dificuldades encontradas durante o processo são as políticas públicas que dentro desse sistema não incentivam a importância de qualificar mais profissionais na área da língua pomerana. No decorrer do curso o maior avanço foi conseguir escrever na língua pomerana, uma vez que a importância de saber falar e escrever em duas línguas são conhecimentos adquiridos ao longo do processo de Ensino. – Marcos Roberto Zibell, Pomerode/SC

Durante os 20 anos que atuo como professora, a língua pomerana sempre esteve presente no meu dia a dia, e a preocupação com o desaparecimento dela foi constante. Através da oralidade ela vem resistindo e se manteve viva, de geração após geração. A partir do momento em que fui apresentada à escrita, a inquietação tomou conta, e a vontade de aprender e ensinar foi crescendo. Mas as dificuldades também foram aparecendo, sem apoio da municipalidade, sem carga horária, sem conhecimento suficiente para ensinar, foram grandes empecilhos para manter o sonho vivo. Fazer o Curso de Pomerano foi uma experiência maravilhosa. Em primeiro lugar por poder registrar de forma escrita a minha língua materna. Em segundo lugar, por poder aprimorar os conhecimentos e pesquisas que já venho realizando desde o ano de 2008. Uma das maiores conquistas é poder escrever pomerano sem medo de errar, e ter tido a melhor professora no ensino da língua pomerana, fez toda a diferença. O curso foi prazeroso e de fácil compreensão. A construção das aprendizagens, a troca e a conversação, foram de grande valia. Um grupo unido, com o mesmo objetivo, aprender a escrever a língua pomerana, com certeza foi uma experiência marcante para cada um. Essa oportunidade de registro garante a continuidade da língua pomerana e me faz lutar pelo ensino nas escolas de São Lourenço do Sul. Sinto-me honrada em ser uma das quatro professoras do município a ter concluído o curso. E que muitas outras mais, possam desenvolver o gosto pela leitura e pela escrita da língua pomerana. – Cristiane Siefert Neuenfeldt, São Lourenço do Sul/ RS

Durante muitos anos a língua pomerana era percebida apenas como dialeto, até mesmo pelos próprios pomeranos. Com o registro através do dicionário e o fazer pedagógico da professora Lilia, que prova que é possível alfabetizar em pomerano. Fazer o registro sim, é possível aprender escrever e falar em pomerano mesmo não sendo falante. Como o caso do nosso colega Daniel. Para mim é fundamental aprender a construir a escrita, poder registrar a nossa história, deixar o bem maior para nossas futuras gerações. Foi prazeroso aprender a escrita de uma forma compartilhada. Só tenho a agradecer a oportunidade de conhecer educadores de regiões diversas do Brasil com a mesma vontade de aprender e preservar o bem maior, a nossa língua, em especial, a nossa incansável professora Lilia pela paciência, compreensão e dedicação. Muita gratidão. – Leni Thurow Karnopp, São Lourenço do Sul/RS

Muito se tem discutido recentemente, acerca de que a língua pomerana se tenha perdido ou até mesmo esquecida entre os próprios descendentes. Entretanto, se torna evidente o quão importante ela se faz presente na cultura de uma determinada localidade. Constituíram-se grandes conquistas, que por sua vez são proporcionadas, mediante o esforço de prosseguir e insistir, com a coragem do esforço contínuo. – Valdirene Bening Ratzke, Vila Pavão/ES

Durante muitos anos eu pensava que a língua pomerana tivesse ficada somente na lembrança. Pois eu, que tenho 42 anos sou uma das poucas pessoas da minha idade e na cidade que ainda a falam. Minha alegria foi imensurável, quando eu pude participar dos encontros com os pomeranos na minha cidade e expor a fala. E graças ao trabalho incansável e perfeito, estamos conseguindo aprender também a escrita. Esta oportunidade foi única! Somente tenho a agradecer a oportunidade de ter conhecido educadores com a mesma vontade que eu. Sempre tive vontade de aprender a ler e escrever, para preservar essa linda cultura. Grata, professora Lilia, por todo seu esforço e paciência.
Você é show!
– Andréia Hornburg Rahn, Pomerode/ SC

O silenciamento de nossa língua materna iniciado durante a campanha de nacionalização de Vargas perdurou durante várias décadas em nossas colônias pomeranas. Atualmente vem sendo quebrado por várias iniciativas. O Curso de Pomerano em parceria com a UFF, promovido pela Frau Stein, representa uma grande vitória e um grande avanço para o nosso povo aqui no Brasil. Ter uma referência escrita da língua materna é um marco histórico importantíssimo para a nossa cultura e nossa gente. Por meio do registro de nossa língua pomerana, temos agora a oportunidade de sistematizar uma escrita única para todos os pomeranos no Brasil e assim facilitar, por exemplo, a criação de materiais didáticos para todas as comunidades pomeranas no Brasil, como também a criação e disponibilização na mídia de uma escrita uniforme em pomerano, para todas as comunidades pomeranas espalhadas pelo Brasil, e assim promover ainda mais a união de nossas comunidades tão distantes umas das outras, em nosso país de dimensões continentais. – Cláudio Werling, Pomerode/ SC

Sabemos que o silenciamento e a visibilidade da língua pomerana perpetuou por muitos e muitos anos. Parece que foi colocada em um baú e lá ficou guardada e esquecida por anos. Depois de alguns anos, através de algumas pessoas que começaram a estudar, argumentar e defender a língua pomerana, teve-se motivação e interesse para resgatar, lembrar, reviver e continuar a caminhada para não a perder e não ter vergonha da mesma, mas ao contrário, ter muito orgulho da língua. Com certeza os avanços, só aconteceram e continuam acontecendo, quando tem alguém à frente desse processo de valorização. As conquistas são inúmeras, saber e provar que o pomerano é uma língua e tem sim como escrever o que falamos. As dificuldades enfrentadas também foram muitas, questionamentos dos familiares, colegas como por exemplo: O que se ganha com isso? Achas importante os alunos estudarem a língua? Onde as crianças vão usar essa escrita? Não tem nada a ver com a fala e assim sucessivamente muitos questionamentos e críticas. O registro da língua é de extrema importância, pois o que não é registrado se perde, se esquece. – Lizane Ledebuhr, Canguçu/RS

O Curso de Língua Pomerana veio de encontro com a necessidade de iniciativas e ações tão carentes na preservação do nosso patrimônio linguístico. Sabemos que um idioma corre risco de ser perdido, quando já não é ensinado às gerações mais jovens. Se a escola não tiver meios de promover a valorização da cultura, o ensino da língua e as famílias perdem forças para sua manutenção. Acredito ser possível começar a sonhar novamente com o ensino da língua pomerana na nossa escola. Mas o desafio é grande para dar visibilidade e atentar para a necessidade de políticas e práticas consistentes. Precisamos de assistência, apoio e estrutura para trabalhar com os alunos, com as crianças que serão o futuro da língua pomerana. O professor precisa ser o foco inicial para pensar num programa de plurilinguismo nas escolas. Eu sou muito grata pela oportunidade que tive, através deste curso, de capacitar-me, e especialmente à professora Lilia. Admiro muito o trabalho imensurável que vem realizando pela nossa cultura. Nossa língua é nossa identidade, nossa referência. – Ileia Treichel Krüger, São Lourenço do Sul/RGS

Para mim este curso veio acender ainda mais a chama e amor pela cultura pomerana, pois sei o quanto sofro para dar continuidade e valor ao nosso povo. Mas, contudo que o povo pomerano passa, estou confiante de que através do curso pude aprender cada vez mais sobre a escrita e suas regras. Avançamos muito no curso. – Anália Pautz Vervloet, Pancas/ES

A linguagem é a expressão do pensamento por meio de palavras. É por meio da linguagem que podemos exprimir o que sentimos e pensamos. Esse conjunto de sinais tanto visuais quanto fonéticos é que estabelecem a comunicação. Sabendo da importância da comunicação e da linguagem no processo de formação de cada ser humano de diferentes culturas, torna-se necessário o conhecimento e busca de novos saberes em relação a determinadas línguas em especial aqui fazendo referência a língua pomerana. No ano de 2021 foi possível realizarmos virtualmente o Curso de Língua
Pomerana junto à Universidade Fluminense tendo como Professora a querida pomerana Lilia Jonat Stein. Um sonho que se tornou realidade e nos permitiu quebrar alguns paradigmas referentes ao silenciamento e à invisibilidade da língua pomerana. Embora tenhamos ainda muitos desafios e obstáculos a serem vencidos em relação à aprendizagem e à escrita da língua pomerana podemos dizer que avançamos muito através desse Curso, provando o quanto é possível crescermos em relação ao estudo e a escrita da língua mesmo que virtualmente. O curso permitiu, a mim e a meus colegas, grandes aprendizados sobre a escrita e a gramática pomerana. Jamais imaginávamos tamanho avanço em um curto espaço de tempo. Produzimos muito por termos tido uma professora que nos desafiou a cada aula, e que acreditou no nosso potencial e no amor que temos em comum pela nossa língua pomerana. A cada aula ministrada percebíamos o quanto era preciso foco, atenção e dedicação. Cada detalhe foi muito bem explicado pela Professora Lilia. Juntos crescemos, e tudo passou muito rápido, nem acredito que já concluímos nossas aulas maravilhosas, cheias de criatividade e dinamismo. O que nos motivava a querer saber sempre mais. Já sinto saudades das duas aulas semanais, quero continuar fazendo outros cursos junto a nossa estimada e grande conhecedora da nossa língua, uma educadora incansável e merecedora de todas as honras pelo excelente trabalho que realiza em prol da escrita pomerana e dos materiais didáticos que nos permitem ministrar nossas aulas em nossas escolas aqui no RS. Somente gratidão a quem tanto faz em prol da cultura pomerana. Se hoje conquistamos alguns espaços em relação à escrita pomerana precisamos reconhecer o trabalho, principalmente da nossa professora que segue lutando por amor a causa pomerana em manter viva nossa língua através de seus registros. Muitas são as dificuldades enfrentadas, muitas mesmas. Mas seguimos nossa luta juntos, cada um no seu estado nos ajudando e fazendo com que nossa língua se perpetue para as futuras gerações através da fala e da escrita. Toda essa luta em prol dos registros é árdua, porém necessária, pois sabemos que se nada registrarmos nossa língua desaparecerá e as futuras gerações não mais farão uso da língua, costumes e escrita pomerana. Precisamos que as famílias ensinem seus filhos como primeira língua o pomerano, pois dessa forma será possível fazermos com que esses pequenos escrevam e falem o pomerano . Tenho muito orgulho de SER POMERANA e poder ter vivenciado essa grandiosa experiência de ter cursado o Pomerisch Kurs e principalmente de ter aprendido muito, mas muito mesmo, principalmente em relação à escrita e a gramática pomerana. Termos podido realizar esse curso é a verdadeira prova do não silenciamento e da não invisibilidade da língua pomerana. É termos nos permitido grandes avanços e conquistas em relação aos registros da escrita pomerana. Finalizo meu texto agradecendo a Universidade Federal Fluminense e principalmente a Mestra Pomerana LILIA como a chamo, a grandiosa oportunidade de ter aprendido tanto em tão pouco tempo e reafirmar que ainda preciso aprender muito mais e seguir em busca de mais conquistas em relação aos registros escritos do pomerano, para que assim possamos manter viva e atuante a cultura linda do povo pomerano. Foi simplesmente incrível e indescritível esse curso.
– Tanise Stumpf, Canguçu/ RS

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