Tilápia ganha espaço na mesa dos capixabas e impulsiona crescimento da piscicultura no Espírito Santo

Publicado em 16/07/2026 às 11:57

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Foto: Divulgação

A piscicultura capixaba vive um momento de expansão, impulsionada pelo aumento da produção de tilápia e pela adoção de novas tecnologias no campo. Apesar desse avanço, o consumo de pescado no Espírito Santo ainda está abaixo do recomendado, cenário que abre espaço para iniciativas voltadas à valorização do produto e ao fortalecimento da cadeia produtiva.

Com esse objetivo, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES) tem apostado na capacitação de produtores e na gastronomia como estratégia para incentivar o consumo da tilápia. Há quase 30 anos atuando na piscicultura e há duas décadas como instrutor da instituição, o piscicultor Fabiano Giori utiliza a culinária para demonstrar o potencial do peixe e ampliar as possibilidades de aproveitamento da proteína.

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Ao longo da carreira, Giori acompanhou a modernização da atividade, marcada pela automatização da alimentação dos peixes, melhorias na qualidade da água, aumento da produtividade e avanços na qualidade de vida dos produtores. Segundo ele, a gastronomia se tornou uma ferramenta importante para agregar valor à produção.

“Desde que o Senar começou a oferecer minicursos de culinária com tilápia, a aceitação foi muito grande. A iniciativa despertou o interesse das pessoas que vivem nas cidades e mostrou que é possível preparar pratos diferenciados de forma simples, incentivando o aumento do consumo de pescado”, afirma.

Instrutor dos cursos de Processamento de Pescado e técnico da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar-ES, Giori destaca que a versatilidade da tilápia facilita sua inserção no cardápio das famílias, contribuindo para ampliar o mercado consumidor.

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Produção cresce e se aproxima de recorde histórico

Responsável pela maior parte da piscicultura do Espírito Santo, a tilápia vem registrando crescimento consistente nos últimos anos. De acordo com a analista de Produção Animal da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Lidiane Gomes, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a atividade está em franca recuperação.

“Desde 2017, a tilapicultura capixaba vem apresentando recuperação consistente. A produção atual é aproximadamente 90% maior que a registrada naquele ano, colocando o Espírito Santo muito próximo de alcançar novamente o recorde histórico observado pelo IBGE em 2014”, destaca.

Mesmo com o aumento da produção, o consumo ainda é considerado baixo. Atualmente, o brasileiro consome entre 9,5 e 10,5 quilos de pescado por habitante ao ano, abaixo da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que varia entre 14 e 15 quilos anuais. No Espírito Santo, o cenário acompanha essa média, indicando potencial para expansão do mercado interno.

Benefícios para a saúde e oportunidade de renda

Além de estimular a economia rural, a tilápia se destaca pelos benefícios nutricionais. O peixe é fonte de proteína de alta qualidade, possui baixo teor de gordura, contém ômega-3, vitaminas do complexo B, fósforo, selênio e potássio, nutrientes que contribuem para a saúde cardiovascular, cerebral e para a redução de processos inflamatórios.

Fabiano Giori ressalta que a piscicultura também representa uma alternativa de renda para os produtores rurais, já que pode ser conciliada com outras atividades agrícolas.

“Hoje é um mercado seguro. O consumo de pescado cresce pela qualidade do alimento e pelos benefícios à saúde. Como a carne de peixe possui menor teor de gordura, a procura tende a aumentar. Com conhecimento técnico e produção de qualidade, o produtor pode investir com segurança”, afirma.

Capacitação fortalece a cadeia produtiva

Ao unir assistência técnica, capacitação e gastronomia, o Senar-ES busca fortalecer a cadeia produtiva da tilápia e estimular o consumo de um alimento que reúne qualidade, versatilidade e elevado potencial econômico para o Espírito Santo.

Os produtores interessados em iniciar ou ampliar a atividade podem procurar o Sindicato Rural de sua região para obter informações sobre cursos, treinamentos e a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) oferecidos pelo Senar-ES. A Faes também presta apoio ao setor por meio da Comissão Técnica de Aquicultura, que atua na representação dos produtores, na articulação de políticas públicas e na promoção de ações voltadas ao desenvolvimento da aquicultura capixaba.

Fonte: Assessoria de Comunicação Faes / Senar-ES

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