Pescadores encontram ossada que pode ser de homem desaparecido em Afonso Cláudio

“Não queria acreditar, mas Já imaginava encontrar meu avô sem vida. Termina aqui aquela angústia que sufocava meu coração”. Palavras de Alex Mauro Silva, se referindo ao seu avô José Vicente Martins, 72 anos, desaparecido desde o dia 17 de outubro. Parte de uma ossada, que pode ser do trabalhador, foi encontrada na tarde desta terça-feira (28) em um rio de São Rafael no Distrito de Tijuco Preto, em Domingos Martins.

Seu José residia com sua família em uma casa no Bairro Campo 21, mas durante a semana trabalhava na localidade de Vargedo, (Vovó Dindinha). Após alguns dias sem notícias, a família entrou em contato com moradores daquela localidade. A resposta de que o trabalhador não havia sido visto, desnorteou a família. No dia 17 de outubro de 2017, familiares do desaparecido procurou a polícia e registrou um Boletim Unificado (BU).

No mesmo dia, impactados pela notícia, neto e filho, se deslocaram para a zona rural de Vargedo e encontraram a casa vazia. A bolsa onde seu José guardava seu dinheiro estava aberta e a informação da família é de que ele tinha uma quantia aproximada de R$ 70.000,00. Informações também dão conta de que até um revólver que ele guardava desapareceu. O desespero tomou conta da esposa, dona Luzia Ferreira Martins e de seus familiares.

Na tarde de ontem, 43 dias depois de seu desaparecimento, pescadores da localidade de São Rafael em Domingos Martins, visualizaram peças de roupas boiando no rio e se aproximaram para conferir. Lá, verificaram além das peças de vestuário, ossadas, boiando no leito do rio. Policia Militar e Civil, retiraram todo material e o encaminharam para a DEPOL, onde uma filha de seu José reconheceu todas as peças.

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Alívio e dor. Sentimentos explicados por Luzia Ferreira Martins, na manhã de hoje a um repórter da Rádio Educadora. “Deus mostrou o caminho. Estou aliviada da angústia e ao mesmo tempo muito triste pela maldade que fizeram com meu marido, um homem sem maldade e trabalhador, apesar da idade. Esperamos agora que a justiça seja feita, mas deixo nas mãos de Deus pra julgar o assassino”, disse cabisbaixa e emocionada, ao lado de sua irmã.

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