GASTRONOMIA

Gastronomia

Shishbarak

Publicado em 21/06/2019 às 17:52

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Manhã ensolarada de um sábado em Domingos Martins, eu e minha esposa resolvemos dar uma caminhada até o portal da cidade, onde a rodovia João Ricardo Schorling se encontra com a BR – 262. Entretanto, logo após a Pousada Adega Alemã Schwambach, há uma rua que desce até um pequeno aglomerado de casas onde está situada, inclusive, uma pousadinha muito simpática, com alguns chalés de madeira, a “Dulce Ville”.

Mudamos, então, nosso rumo e descemos por esta rua, curta e sem saída, até seu final. Eis que, na penúltima casa, bem em frente à pousadinha, tem uma placa presa em uma de suas colunas, onde está escrito: “Capelete da Dona Irene, telefones 3268-2091 e 99912-1155”.

Não deu outra: “vamos levar para experimentar”, disse eu a minha esposa, a qual concordou imediatamente! Chamamos por Dona Irene e logo ela apareceu, muito solícita. Pedimos uma porção (500 g, R$18,00), que vem devidamente congelada, e recebemos a recomendação de só tirá-la do congelador minutos antes de utilizá-la, ou seja, do saquinho plástico diretamente para a água salgada e fervendo.

Na volta para casa fui pensando como iríamos saboreá-lo: ao ragu de frango? Ao sugo (molho de tomates)? Com molho branco? Então me lembrei do shishbarak (pronuncia-se “chispáraque”), receita da culinária libanesa que minha mãe preparava, quando eu ainda era menino, cuja memória gastronômica está muito bem guardada em minha mente devido, principalmente, ao contraste entre o azedinho da coalhada e o salgado do caldo bem temperado!

Vamos ao “passo a passo”: inicio preparando a coalhada, na véspera. Ponho um litro de leite integral para ferver e, quando começa a “abrir fervura”, desligo o fogo. Deixo esfriando e, após mais ou menos uma hora, a temperatura já está adequada (é simples: quando for possível colocar a ponta do dedo indicador no leite e suportar por 15 segundos, está “no ponto”!). Adiciono um copinho de coalhada integral, destas industrializadas, mexo bem, tampo a panela e a coloco no forno (desligado!), onde vai passar a noite. No dia seguinte, se não for utilizá-la de imediato, guardo na geladeira.

Uma hora antes da refeição, coloco dois litros de água para ferver e adiciono uma colher de sopa, rasa, de sal. Simultaneamente coloco a coalhada para aquecer em outra panela, acrescento folhas de hortelã fresco, a gosto, e dissolvo dois pacotinhos, ou cubinhos, de tempero para legumes.

Assim que a água ferver, coloco o capelete congelado e conto três minutos, o suficiente para cozinhá-lo (lembremo-nos que se trata de uma massa fresca!) sem deixá-lo desmanchar… Retiro-o e o escorro numa peneira, adiciono uma concha da água do cozimento à coalhada já bem quente e junto o capelete.

Está pronto, então, para se levar à mesa, ser devidamente servido em pratos fundos e saboreado. Para quem apreciar, mais algumas folhinhas de hortelã fresco para decorar e… “voilá”!

Só me resta agradecer e parabenizar Dona Irene, pois os capeletes que preparei estavam maravilhosos, delicados, saborosos, e a receita como um todo ficou deliciosa, bem equilibrada entre a acidez e os temperos. Pena que, como fiz somente metade da porção que compramos, só foi suficiente para minha esposa e eu degustarmos… E não sobrou nem uma molécula para contar a história! Até a próxima!

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