Racismo ambiental e justiça climática: Defensoria lança cartilha no Espírito Santo

Publicado em 28/08/2025 às 14:02

Compartilhe

Justica_Climatica_Ales_-Foto-Heloisa-Mendonca-Ribeiro-1024x683

Foto: Heloísa Mendonça Ribeiro

O conceito de racismo ambiental se manifesta quando comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais não têm suas necessidades respeitadas diante de projetos e empreendimentos que afetam diretamente seus territórios. Para o defensor público Marcio Medeiros de Miranda, integrante do Núcleo de Atuação em Desastres e Grandes Empreendimentos (Nudege) da Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES), isso ocorre quando empresas chegam a essas áreas sem consulta prévia, ignorando modos de vida diferentes da sociedade em geral

O tema esteve no centro do lançamento da cartilha e da campanha nacional da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), intitulada “Justiça Climática é Justiça Social”. O evento aconteceu nesta quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), reforçando a atuação da Defensoria Pública em defesa dos mais vulneráveis.

Anúncio

Um exemplo marcante citado foi o impacto do rompimento da barragem de Mariana (MG) sobre povos tradicionais do Rio Doce. Comunidades que viviam da pesca perderam seu sustento e viram sua cultura ameaçada. Para Medeiros, trata-se de um caso claro de racismo ambiental, já que as especificidades desses grupos não foram consideradas no processo de reparação.

Durante o encontro, representantes da Defensoria e pesquisadores lembraram que a justiça climática é um tema global em expansão desde as décadas de 1970 e 1980, hoje reconhecido por organismos internacionais como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e incorporado ao Acordo de Paris. A cartilha reúne 40 páginas com dados, leis e reflexões que evidenciam a relação entre justiça social, desigualdades e mudanças climáticas.

Autoridades como a deputada estadual Iriny Lopes (PT) e a professora Cristiana Losekan, da Ufes, reforçaram a importância do debate, sobretudo em ano de preparação para a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025. Para elas, é fundamental que comunidades em situação de vulnerabilidade tenham voz e sejam incluídas nos processos de decisão.

Anúncio

O material produzido pela Anadep busca orientar movimentos sociais, autoridades e a própria sociedade sobre os impactos da crise climática, ressaltando a responsabilidade do poder público e das empresas em respeitar direitos humanos e modos de vida tradicionais.

Fonte: Ales

Veja também

WhatsApp Image 2026-11-05 at 16.37.36

Irmãos são detidos por tráfico de drogas em bar de Marechal Floriano

capa

Escritora de Domingos Martins lança livro inspirado na trajetória de Carolina Maria de Jesus

Biblioteca Pública Municipal Argentina Lopes Tristão- foto- divulgação

Aulão gratuito para o Enem arrecada doações para crianças em tratamento contra o câncer em Domingos Martins

COLUNA GATRONOMIA

Bananas flambadas 

Agência Conceição_Linhares_460A1679-1 (1)

Sicoob ES ultrapassa R$ 43 bilhões em ativos e mantém liderança empresarial no Estado

Sem título

Mulher procurada pela Justiça por tráfico de drogas é presa na zona rural de Domingos Martins

proxy

Projeto de agricultores de Boa Esperança conquista Prêmio Biguá Sustentabilidade 2026

image-2-768x620

Após reclamações, coleta de lixo é retomada em Chapéu, Domingos Martins