Queda no preço da maçã puxa recuo nas frutas, enquanto hortaliças disparam nas Ceasas

Publicado em 26/04/2026 às 12:20

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Foto: Freepik

Bruno Caetano

Os preços da maçã no atacado recuaram nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país no último mês, refletindo o aumento da oferta com o avanço da colheita. Levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento(Conab) aponta queda média de 8,89% nas cotações.

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O movimento está ligado à intensificação da colheita das variedades gala e fuji, que ampliou a disponibilidade da fruta no mercado. A expectativa para a safra também é positiva, favorecida pelas condições climáticas do último inverno, que garantiram o acúmulo adequado de horas de frio, fator essencial para o desenvolvimento e qualidade das maçãs.

Outras frutas também registraram recuo nos preços, mas em menor intensidade. A laranja teve queda de cerca de 2%, mesmo com a aproximação do fim da safra no cinturão citrícola. Já o mamão apresentou redução nas cotações em diferentes regiões, pressionado pelo aumento da oferta, especialmente da variedade papaya produzida no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia.

Na contramão, banana e melancia ficaram mais caras. A banana registrou alta de 10,56% na média ponderada, impulsionada pela menor disponibilidade da variedade nanica em regiões produtoras importantes, mesmo com maior oferta da prata. Já a melancia subiu 10,81%, sustentada pela demanda aquecida em alguns mercados, mesmo com aumento da oferta.

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Hortaliças

Entre as hortaliças, o cenário foi de forte alta. A batata acumulou elevação de 18,99%, influenciada pela redução dos envios de estados como Paraná e Bahia. O tomate teve disparada ainda mais intensa, com alta de 38,83%, refletindo a menor oferta após o esgotamento de áreas em ponto de colheita, resultado das altas temperaturas no fim de 2025.

A cebola também registrou aumento expressivo, com alta de 52,16%. A redução da oferta nacional, especialmente com o fim da safra em Santa Catarina, abriu espaço para a entrada do produto importado. Já a cenoura liderou as altas, com avanço de 59,15%, puxado pela menor disponibilidade e pelo aumento nos custos de transporte.

A alface seguiu tendência de valorização, com alta de 4,93%, influenciada pela redução de oferta e pela demanda aquecida, ainda impactada pelo calor.

No comércio exterior, o setor também apresenta avanço. Dados do Ministério do Desenvolvimento indicam que as exportações de hortigranjeiros somaram 337 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Em valor, a alta foi ainda maior, com faturamento de US$ 378,5 milhões — avanço de 18%.

O cenário reforça a volatilidade dos preços no mercado hortigranjeiro, com oscilações diretamente ligadas ao clima, à oferta e à dinâmica de produção nas principais regiões do país.

Fonte: Conab

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