Pesquisadores da Ufes projetam árvore solar para produção de energia sustentável

Publicado em 13/11/2023 às 08:43

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Foto: Divulgação

Com a capacidade estimada de gerar 300 quilowatt-hora por mês (kWh/mês) de energia renovável, um projeto da árvore solar vinculado ao Centro de Pesquisa Inovação e Desenvolvimento do Espírito Santo (CPID) em parceria com o Laboratório de Telecomunicações da Ufes (LabTel) promove uma nova experiência de convivência e lazer nos espaços públicos. A ideia é desenvolver um sistema de geração de energia solar diferente da disposição horizontal dos telhados ou em solo, sendo baseada na estrutura de árvores naturais. Assim, é possível aumentar a produção de energia solar quando se tem pouco espaço disponível.

A árvore tem seis metros de altura e possui 21 placas solares que convertem energia solar com um potencial de gerar três vezes mais kWH/m² em comparação com a forma convencional. Marcelo Segatto, coordenador do LabTel e professor do Programa de Pós-Graduação de Engenharia Elétrica, explica que a eficiência da árvore está na possibilidade de dispor várias placas solares em uma pequena área. Ele detalha ainda que “o objetivo da árvore é trazer para as pessoas, de forma lúdica, as questões relacionadas ao uso racional da energia e ao uso de energias renováveis”.

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As primeiras árvores serão instaladas no Parque Cultural – Casa do Governador, em Vila Velha, e em duas escolas técnicas da rede estadual: a CEET Vasco Coutinho, em Vila Velha, e CEET Talmo Luiz Silva, em João Neiva. Segundo os pesquisadores, as instalações estão previstas para o ano de 2024. 

Segundo relatórios produzidos pelo CPID e pelo Labtel, fornecer alternativas sustentáveis para a produção de energia estimula o surgimento de cidades inteligentes no Estado. Além disso, o projeto dialoga com as pautas ambientais do Brasil e do mundo que buscam soluções para frear as alterações climáticas. A adesão a esse modelo coopera para a mudança de perfil energético do país e desperta o interesse da população por meio da interação com a tecnologia, o que também compõe as propostas do estudo.

ESTRUTURA – A pesquisadora do Laboratório de Gestão de Energias Renováveis do CPID (Elena) e estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Ufes Lohane Palaoro explica que “o posicionamento das placas é baseado em árvores e plantas que detêm a capacidade de organizar a disposição de suas folhas para evitar que se sobreponham e provoquem sombreamento nas demais”. 

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Palaoro afirma que, geralmente, é possível identificar uma série matemática chamada Sequência de Fibonacci nesse padrão de organização das folhas. Esse padrão compõe a estrutura da árvore, sendo uma sequência de números inteiros, na qual cada termo seguinte corresponde à soma dos dois anteriores: 0,1,1,2,3,5,8,13 e assim por diante. Dessa forma, foi possível atribuir mais eficiência energética ao projeto. 

A pesquisa recebe apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Espírito Santo (Fapes).

Fonte: Ufes

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