Peças plastinadas revelam a Mata Atlântica em nova exposição no Museu de Biologia Professor Mello Leitão

Publicado em 05/08/2025 às 08:17

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Fotos: Athelson Bittencourt

A partir desta terça-feira, 5 de agosto, o Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) abre ao público a exposição “Moradores da Floresta”, que apresenta mais de 100 peças plastinadas — uma técnica moderna e ainda pouco conhecida no Brasil que permite a preservação realista de tecidos e órgãos biológicos. O acervo, proveniente do Museu de Ciências da Vida da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), foi preparado no Labplast, o maior laboratório de plastinação do país.

A exposição é uma parceria entre o INMA e a UFES e pode ser visitada no Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, em Santa Teresa/ES, até 5 de outubro. O acervo é formado, principalmente, por animais silvestres da Mata Atlântica que morreram atropelados no trecho da BR 101 que cruza a Reserva Biológica de Sooretama, no norte do Espírito Santo, ou vítimas de caça e doenças como a febre amarela. São anfíbios, répteis, primatas, felinos, aves, marsupiais, entre outros, parte deles ameaçada de extinção.

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Diferente da taxidermia, que preserva apenas a pele dos animais e usa materiais diversos para preencher a parte interna, a plastinação preserva os órgãos e tecidos, o que permite um conhecimento mais completo da anatomia de cada espécie. A técnica, criada na Alemanha há cerca de 40 anos, substitui a água corporal por um tipo especial de plástico, tornando as peças resistentes, duráveis e ideais para fins educativos e científicos.

Coordenador do Museu Ciências da Vida e curador da exposição, o professor, Athelson Bittencourt, do Departamento de Morfologia da UFES, destaca as vantagens da técnica: “A plastinação preserva integralmente o tecido biológico. O material plastinado preserva a sua característica anatômica por tempo indefinido, não é vulnerável a ação do tempo, da umidade ou de insetos, como acontece na taxidermia.

Além disso, os exemplares plastinados são resistentes ao manuseio e podem ser transportados e utilizados em diversos fins educativos e museológicos”.
A exposição oferece uma experiência interativa ao permitir o toque em algumas peças, ampliando a acessibilidade, especialmente para pessoas com deficiência visual.

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“Moradores da Floresta” propõe uma reflexão sobre a conservação da biodiversidade brasileira e o papel da ciência na educação ambiental. A exposição “Moradores da Floresta” pode ser visitada até o dia 5 de outubro, de terça-feira a domingo, das 8h às 17h, no Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, em Santa Teresa (ES).

  • SERVIÇO
  • Exposição “Moradores da Floresta”
  • Período: 5 de agosto a 5 de outubro
  • Visitação: Terça-feira a domingo, de 8 às 17 horas
  • Local: Museu de Biologia Prof. Mello Leitão
  • Av. José Ruschi, 4 – Centro, Santa Teresa/ES

Fonte: INMA

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