Coluna Pomerana

Papai Noel ou São Nicolau e os presentes para crianças comportadas

Publicado em 22/12/2021 às 11:59

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Um Feliz Natal a todos os nossos leitores

Papai Noel, aquela figura que na atualidade passou a ser vista, sobretudo, como um personagem da época de natal, vinculado a um consumismo exagerado, mas que não deixa de ter uma história muito interessante. Também se criou aquela imagem do “bom velhinho”, sobretudo na cultura ocidental, que distribui presentes para a crianças, em tese, bem comportadas. Na prática, o tamanho dos presentes irá depender, especialmente, do “tamanho do bolso” dos pais ou dos responsáveis pelas crianças, pois todos sabem que no natal “precisamos dar presentes”. Isto,  quando olhamos com um olhar consu-mista, infelizmente norteador do com-portamente social atual.

Mas, qual é o verdadeiro significado do natal?

 Na edição da semana passado foi possível ler as palavras “amor”, “superação” e “solidariedade”. Penso que, cada leitor terá que fazer a sua própria avaliação do que lhe representa de fato esta data festiva, seja religiosa, seja social.

Na cultura ocidental temos, na realidade, duas datas que se confundem: o dia de São Nicolau, ou seja o 6 de dezembro e que lembra um personagem lendário do Patara, na Turkia, que costumava distribuir presentes para as crianças pobres da sua cidade. Já o dia 24 de dezembro, véspera de natal ficou vinculado aos festejos natalinos como hoje conhe-cemos.

O personagem São Nicolau, se popularizou a partir da lenda do bispo de Patara, que viveu no século IV e que costumava ajudar anonimamente quem estivesse em dificuldades financeiras. Depois de terem lhe sido atribuídos muitos “milagres” foi declarado “santo”. Isto também contribuiu para que, na Alemanha fosse transformado em um símbolo da época prénatalina.

Vejamos um pouco mais sobre esta figura que, no imaginário popular ainda disperta tantas boas lembranças. Diz a lenda que os pais destes menino chamado Nicolau teriam falecido quando este ainda era bem jovem. Inconfomado com a perda, passou a chorar noite e dia. Nada o consolava, nem mesmo depois de descobrir que havia herdado uma incalculável fortuna em ouro, prata, palácios e grandes extensões de terras. A sua tristeza era tanta que “até os aminais domésticaos terminaram ficando entristecidos”. Quando, exausto, finalmente decidiu deitar-se na cama, teria derrubado e quebrado um grande jarro da barro. Uma serie de rolos de papel teriam-se espalhado pelo chão.

Curioso, começou a ler e descobriu uma história que o marcou profundamente. Foi o relato de um homem muito rico, vivendo em meio ao explendor das suas posses e o de um outro, que passava por muitas privações e que vivia das poucas migalhas que caiam da mesa do primeiro. Ao morrer, este último teria sido “carregado” para o céu pelos anjos. Já o primeiro, ao falecer, não teria tido este mesmo destino.

Conta a lenda que, impressionado com a história, o menino Nicolau teria decidido sair na procura por pedintes nos portões da cidade. Mandou costurar grandes bolsos nas suas ventimentos e, ao anoitecer, às escondidas, passava pelos jardins do seu palácio colhendo nozes e frutas, seguindo depois na direção do local onde encontrava os pobres para os distribuir. Mais tarde, já adulto, teria feito uma viagem de penitências até Jerusalém, onde também passou a se familiarizar cada vez mais com a pregação do cristianismo. A partir daqui, o que se conta deste personagem, passa a ser uma imagens muito florida e com muitos “milagres”. Enfim, de volta à terra natal, torna-se um líder religioso (bispo) e a sua histório também passou a descrever uma serie de conflitos com altos e baixos como naquela época certamente deve ter sido habitual, tendo finalmente sido “santificado” pola igreja católica.

Enfim, a sua atitude de distribuir presentes, gerou uma nova lenda, cujos detalhes foram se tornando cada vez mais ricos na medida em que florecia a fantasia dos que a contavam. Finalmente, partindo da Alemanha, a mesma se difundiu pelo mundo na fugura de um PAPAI NOEL, inicialmente muito acanhado e que, aos poucos, foi-se transformando neste grande símbola do consumismo da modernidade.

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