No Dia Estadual da Floresta de Restinga, Iema ressalta a importância da preservação do bioma

Publicado em 28/04/2021 às 18:56

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A restinga é um ecossistema costeiro, associado ao bioma da Mata Atlântica, que ocorre ao longo de áreas litorâneas, e é fundamental para o equilíbrio ambiental e proteção das praias. No dia 28 de abril, data em que é celebrado o Dia Estadual da Floresta de Restinga, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) ressalta a importância da preservação das restingas.

Além de ser um ecossistema rico em espécies de fauna e flora endêmicas, as restingas exercem uma série de funções socioambientais, dentre elas a fixação de dunas litorâneas, protegendo o litoral de eventos erosivos das ondas e marés. A vegetação atua como barreira física, mas também fornece e fixa sedimentos que auxiliam na recuperação das praias e na formação das ondas e dos bancos de areia. Também possuem valor ornamental e paisagístico, contribuindo para o turismo contemplativo.

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O Parque Estadual Paulo César Vinha (PEPCV), localizado em Guarapari, abriga uma das mais ricas áreas de restingas ainda preservadas no Estado. Criado em 05 de junho de 1990, tem como principal objetivo resguardar um exuberante ecossistema de restinga, constituído por uma variedade de ambientes naturais. A data de 28 de abril, inclusive, foi escolhida para ser o Dia da Restinga por ser o dia da morte do ativista ambiental Paulo César Vinha, que se destacou na luta pela preservação da Mata Atlântica e dá nome ao parque desde 1994.

O Parque é formado por 1.500 hectares, sendo circundado pela Área de Proteção Ambiental (APA) de Setiba. Com 12.580 hectares, a APA foi criada em 1994, abrigando uma porção terrestre e marinha. O PEPCV tem ambientes como praias, costões rochosos, lagoas, alagados, dunas e diferentes fitofisionomias da restinga, constituídas por comunidades herbáceas, arbustivas ou arbóreas que formam um mosaico com diferentes formações vegetais.

“Em atenção à flora, a restinga do Parque é uma das mais ricas em espécies de angiospermas (flora) do Brasil, sendo considerada uma área prioritária para a conservação da biodiversidade”, explica a gestora do Parque, Joseany Trarbach.

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Segundo a gestora, em um estudo das angiospermas do PEPCV, realizado pela pesquisadora Julia Guarnier em 2019, foram listadas 634 espécies, reunidas em 367 gêneros e 111 famílias de angiospermas para o Parque Estadual Paulo César Vinha, o que representa 45,5% das espécies citadas para as restingas capixabas.

A fauna das restingas é rica em insetos, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, ocorrendo no PEPCV espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. “Como os demais ambientes costeiros, as restingas vêm sofrendo um rápido e desordenado processo de ocupação, havendo uma redução gradual de sua área de ocorrência, cabendo a todos nós buscarmos soluções para reverter esse quadro”, destaca Joseany Trarbach.

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