Governo lança medidas para enfrentar impactos do El Niño e fortalecer cadeia do etanol de milho

Publicado em 01/07/2026 às 09:18

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Foto: Percio Campos / Mapa

Durante o lançamento do Plano Safra 2026/2027, realizado nesta terça-feira (30), no Palácio do Planalto, em Brasília, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, assinou duas portarias estratégicas voltadas ao fortalecimento da agropecuária brasileira. As medidas tratam da gestão dos impactos das mudanças climáticas sobre a produção rural e da regulamentação dos produtos da biorrefinaria de milho destinados à alimentação animal.

A cerimônia contou com a presença do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin.

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Grupo de Trabalho vai monitorar impactos do El Niño

Uma das portarias institui um Grupo de Trabalho (GT) responsável por avaliar os efeitos do fenômeno El Niño sobre a produção agropecuária nacional e propor estratégias para reduzir os impactos aos produtores rurais.

O grupo será formado por representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Entre as principais atribuições do GT estão a identificação das regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos climáticos, com atenção especial a culturas como soja, milho, trigo, feijão, cana-de-açúcar, café e mandioca.

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Além do diagnóstico, o grupo deverá elaborar propostas de mitigação e adaptação, bem como produzir subsídios técnicos para orientar políticas públicas e ações de enfrentamento dos impactos climáticos sobre a agropecuária.

Produtos da biorrefinaria de milho passam a ter padrão oficial

Outra medida anunciada estabelece, pela primeira vez, um padrão oficial de identidade e qualidade para os produtos da biorrefinaria de milho e de outros cereais amiláceos destinados à alimentação animal.

Assinada em conjunto com o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a portaria contempla produtos como o DDG (grãos secos de destilaria), coproduto obtido na produção de etanol de milho.

A regulamentação define requisitos de identidade e qualidade, padroniza critérios de classificação, rotulagem e fiscalização, além de estabelecer conceitos aplicáveis às unidades industriais responsáveis pelo processamento de milho e outros cereais utilizados na fabricação de etanol.

Segundo o Ministério da Agricultura, a medida amplia a segurança jurídica para produtores, indústrias e consumidores, fortalece a cadeia do etanol de milho e cria novas oportunidades para a comercialização de seus coprodutos.

Com as duas iniciativas, o Governo Federal busca reforçar a gestão dos riscos climáticos, estimular o desenvolvimento da agroindústria e ampliar a competitividade da agropecuária brasileira.

Fonte: Mapa

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