Fim da colheita é o momento ideal para revisar a irrigação do café conilon e evitar prejuízos na próxima safra

Publicado em 06/08/2026 às 08:16

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café conilon Foto Julio Huber

Foto: Julio Huber

Com a colheita do café conilon entrando na reta final em diversas regiões produtoras do Brasil, o período entre uma safra e outra se torna estratégico para os cafeicultores. Além do descanso após meses de trabalho intenso no campo, é hora de avaliar o sistema de irrigação e realizar manutenções que podem garantir maior eficiência, economia e segurança no próximo ciclo produtivo.

Segundo o diretor executivo da Hydra Irrigações, Elídio Torezani, adiar essa revisão é um dos erros mais comuns cometidos pelos produtores.

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“Durante a colheita, a prioridade é retirar o café da lavoura. Quando essa etapa termina, é hora de olhar para a irrigação. Esse é o momento de revisar equipamentos, corrigir pequenos problemas e preparar o sistema para a próxima safra. Quem deixa isso para depois normalmente acaba enfrentando imprevistos justamente quando mais precisa da irrigação”, afirma.

O especialista destaca cinco falhas que devem ser evitadas no período pós-colheita.

Não adiar a manutenção preventiva

Bombas, filtros, tubulações, válvulas, conexões e emissores operam durante todo o ciclo produtivo e precisam passar por inspeção antes da próxima safra. A manutenção preventiva permite identificar desgastes, substituir peças e evitar falhas em momentos críticos.

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“Quando o produtor faz essa revisão com antecedência, ele ganha tempo para resolver qualquer problema sem comprometer o cronograma da propriedade. Manutenção preventiva sempre custa menos do que manutenção corretiva”, ressalta Torezani.

Verificar vazamentos e obstruções

Pequenos vazamentos ou gotejadores entupidos reduzem a eficiência da irrigação, aumentam o consumo de água e elevam os custos com energia.

Por isso, o período após a colheita é ideal para percorrer toda a área irrigada, identificar perdas de pressão, vazamentos e componentes que necessitam de substituição.

“Às vezes, um problema simples afeta toda a uniformidade da irrigação. Quando isso é corrigido logo após a safra, o sistema volta a operar com muito mais eficiência”, explica.

Não abandonar o sistema durante o período de parada

Quando parte da estrutura permanecerá sem uso por algum tempo, alguns cuidados são indispensáveis para preservar os equipamentos.

A limpeza das tubulações, a lavagem dos filtros e a proteção dos componentes elétricos e hidráulicos evitam corrosão, acúmulo de resíduos e outros danos que podem comprometer o funcionamento da irrigação na próxima safra.

Avaliar o desempenho da irrigação

O encerramento da colheita também oferece uma oportunidade para analisar os resultados obtidos durante o ciclo.

Segundo Torezani, o produtor deve observar se houve diferenças no desenvolvimento das plantas, identificar possíveis falhas na distribuição da água e avaliar se o manejo adotado foi eficiente.

“Cada safra traz informações importantes. Quando o produtor aproveita esse momento para fazer uma análise, ele consegue tomar decisões mais assertivas e melhorar o desempenho da irrigação no ciclo seguinte”, afirma.

Planejar investimentos antes da próxima safra

Outro erro recorrente é deixar ampliações e modernizações para quando a nova safra já estiver em andamento.

De acordo com o especialista, o intervalo entre os ciclos produtivos é o momento mais adequado para ampliar a capacidade do sistema, automatizar setores, instalar novos equipamentos ou construir estruturas de reservação de água, quando necessário.

“O produtor tem mais tranquilidade para planejar, fazer adaptações e executar obras sem interferir na rotina da lavoura. Quando chega o momento de irrigar novamente, tudo já está pronto para operar”, orienta.

Planejamento reduz custos e aumenta a produtividade

Além de prolongar a vida útil dos equipamentos, a manutenção preventiva contribui para reduzir o desperdício de água e energia, melhora a uniformidade da irrigação e diminui o risco de interrupções justamente nos períodos de maior necessidade da cultura.

Para Elídio Torezani, o fim da colheita deve ser encarado como uma etapa importante do planejamento da próxima safra.

“O sistema de irrigação faz parte do patrimônio da propriedade. Cuidar dele apenas quando aparece um problema pode gerar custos desnecessários e comprometer o desempenho da lavoura. Quando existe planejamento, o produtor inicia a próxima safra com muito mais segurança e eficiência”, conclui.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Hydra Irrigações/ Vera Caser Comunicação 

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