Debandada na Economia: da equipe original de Guedes, só resta Carlos da Costa

Publicado em 21/10/2021 às 20:20

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Carlos da Costa, secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia
Tânia Rêgo/Agência Brasil

Carlos da Costa, secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia

Após nova debandada no Ministério da Economia , sobrou apenas um secretário da equipe original montada por Paulo Guedes: é Carlos da Costa, que ocupa a função de secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade.

A formação da equipe de Guedes foi celebrada pelo mercado, que considerava um “dream team” liberal. Mas várias baixas foram ocorrendo ao longo da gestão Bolsonaro e agora só restou Costa da equipe original. Ele mesmo é alvo de frituras e já esteve ameaçado no cargo.

Guedes e Costa tiveram alguns desentendimentos recentes. O ministro também promoveu mudanças na estrutrua da secretaria, como a promoção de Jorge Lima para a função de assessor especial, o que foi visto como um esvaziamento da estrutura comandada por Costa.

Com o clima azedo, a avaliação de muitos interlocutores do ministro é de que Costa está na corda-bamba. Apesar disso, ele costuma ser enfático ao dizer que isso não passa de boato e que não deve deixar o posto.

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Nova debandada

Nesta quinta-feira (21), saíram da pasta chefiada por Guedes o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt.

A decisão de ambos é de ordem pessoal, disse a pasta. Ambos saem após o governo decidir gastar fora do teto de gastos para pagar o Auxílio Brasil.

A secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração de seus cargos, por razões pessoais.

Oficialmente, o Ministério da Economia nega que as saídas tenham relação com a ‘licença para gastar’ dada por Guedes na negociação pelo Auxílio Brasil . Na prática, a proposta fere o teto de gastos públicos, e o governo tenta diminuir a crise provocada, que gera forte reação negativa de investidores e técnicos da Economia.

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