Leite e derivados produzidos no Estado poderão ser comercializados em todo o Brasil

Publicado em 03/06/2018 às 13:50

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Aumentar a venda de produtos, ampliar sua abrangência no mercado brasileiro e, consequentemente, gerar mais renda e oportunidades de trabalho, principalmente no interior do Estado. Esses são os objetivos principais do empresário e produtor rural Leandro Carnielli, um dos donos da fábrica de laticínios Carnielli, primeiro capixaba autorizado pelo Ministério da Agricultura a comercializar derivados lácteos em todo o território nacional.

A permissão – concedida por meio da portaria nº 65/2018 – reconhece a equivalência do serviço de inspeção do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), o SIE, ao federal (SIF) por meio do Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi). Com isso, estabelecimentos do setor de laticínios registrados junto ao órgão estadual poderão solicitar a adesão para vender em todo o Brasil.

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“Antigamente, esse era um dos maiores problemas que tínhamos. Eu ia para as feiras agropecuárias em todo o Brasil apresentar nossos produtos, as pessoas gostavam, queriam comprar para comercializar em seus Estados, mas eu não podia vender. A partir de agora, já vamos repassar produtos para Minas Gerais e Rio de Janeiro”, comentou Carnielli.

Segundo o produtor, a entrada nesses novos mercados vai garantir o aumento na produção e a possibilidade de contratações. “Com certeza, vamos gerar muito mais empregos, oportunidades e também diversificação no que a gente faz”, completou.

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Possíveis beneficiários

De acordo com o Idaf, outros 12 empreendimentos localizados em todas as regiões do Estado estão aptos a ampliar sua área de comercialização na categoria leite. Para isso, devem manifestar interesse junto ao Instituto, que fará a auditoria a fim de verificar as adequações necessárias. A aprovação será emitida uma vez que o estabelecimento atenda aos critérios de conformidade.

De acordo com o diretor-presidente do Idaf, Júnior Abreu, o Espírito Santo foi o 7º Estado a ter a adesão reconhecida pelo Ministério, em 2013. “O Estado já foi reconhecido para as categorias de carnes (2013), ovos (2015) e agora leite (2018). Isso representa um importante avanço na economia do Espírito Santo, que poderá destinar sua produção para todo o país, expandindo sua área de atuação. A próxima etapa é buscar o reconhecimento para o pescado.”, informou.

Apesar das dificuldades e das adequações solicitadas pelo órgão no momento da vistoria, Carnielli orienta os produtores a não desistir e buscar a regularização.

“Quando eu encontro uma barreira, eu prefiro tirar essa barreira do meio da estrada. Todo mundo tem o direito de reclamar, mas não se pode parar. Eu digo o seguinte: nessas legislações, na busca pela legalidade, o produtor não pode esquecer que aquilo dali é uma prova que ele está dentro das normas”, concluiu.

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