Artesanato transforma talento em solidariedade e ajuda idosos e comunidades de Alfredo Chaves

Publicado em 14/09/2026 às 07:44

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Fotos: Arquivo PMAC

Entre linhas, agulhas, tecidos e dedicação, voluntárias de Alfredo Chaves encontraram no artesanato uma forma de transformar talento em solidariedade. Na sede do município e no distrito de Matilde, dois grupos mantêm trabalhos voluntários que contribuem para o bem-estar de idosos, apoiam instituições e ajudam a promover melhorias para as próprias comunidades.

A Associação Viva a Vida e as Voluntárias de Mathilde reúnem mulheres que dedicam parte do tempo à produção de peças artesanais. O trabalho, além de fortalecer a convivência entre as integrantes, gera recursos que retornam à população por meio de ações sociais.

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Associação Viva a Vida ajuda a manter Casa Lar

No bairro Portal dos Imigrantes, na sede de Alfredo Chaves, a Associação Viva a Vida reúne atualmente 27 voluntárias, muitas delas aposentadas. O grupo produz bordados, crochês, ponto cruz, colchas, capas de almofadas, tapetes, panos de prato, toalhas e outros itens.

As peças são comercializadas e os recursos arrecadados ajudam na manutenção da Casa Lar Aconchego do Idoso, que atualmente atende 18 idosos. O dinheiro contribui para a compra de materiais de limpeza e higiene, roupas de cama e banho e outros produtos necessários para o funcionamento da instituição.

A presidente da associação, Maria Luiza Rosalém Nalesso, acompanha as atividades e incentiva a participação das voluntárias.

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“É uma satisfação muito grande ver o resultado do nosso trabalho ajudando quem precisa. Cada peça que produzimos tem um significado especial, porque sabemos que ela vai contribuir para o bem-estar dos idosos da Casa Lar”, destaca.

Além da contribuição social, o grupo também se tornou um espaço de convivência. A voluntária Lourdes Bonella ressalta que a participação proporciona amizades e troca de experiências.

“Além de ajudar aos outros, a gente se ajuda também. Fazemos amizades, compartilhamos experiências e nos sentimos úteis. É muito gratificante dedicar um pouco do nosso tempo para uma causa tão importante”, afirma.

A Associação Viva a Vida conta ainda com o apoio do Instituto Jutta Batista nas ações voltadas à Casa Lar Aconchego do Idoso.

Voluntárias de Mathilde mantêm trabalho há 27 anos

Em Matilde, o voluntariado também atravessa gerações. As Voluntárias de Mathilde mantêm há 27 anos uma trajetória de união e solidariedade. Atualmente, cerca de 25 mulheres participam do grupo, que também é ligado ao Instituto Jutta Batista.

Entre os trabalhos produzidos estão bordados, tricô, patchwork, panos de prato, capas de almofadas com referências à região e outras peças artesanais.

Os produtos são comercializados na sede do grupo, na loja Tutte Mani, em Pedra Azul, além de feiras e eventos. Os recursos arrecadados são utilizados em ações e melhorias para a comunidade.

Ao longo dos anos, o grupo participou de iniciativas como a construção de uma sala de aula da Creche Chapeuzinho Vermelho, a realização de cursos de bordado na Escola Felipe Modolo, a aquisição de equipamentos para o gabinete dentário e o apoio a atividades destinadas à terceira idade.

As voluntárias também contribuem com a Casa Lar Aconchego do Idoso, na sede de Alfredo Chaves.

Uma das principais conquistas do grupo foi a construção da própria sede, viabilizada com recursos arrecadados pelas voluntárias e com a colaboração de parceiros e moradores da comunidade.

Para a presidente das Voluntárias de Mathilde, Elisete Camiletti do Carmo, o sentimento que mantém o grupo unido há quase três décadas é o amor ao próximo.

Prefeitura destaca importância do voluntariado

Durante visitas aos dois grupos, o prefeito Hugo Luiz conheceu as atividades, projetos e desafios enfrentados pelas voluntárias. Ele também acompanhou a produção artesanal e destacou a importância das iniciativas para o município.

“São pessoas que dedicam seu tempo, seu talento e muitas vezes seus próprios recursos para ajudar outras pessoas. É um trabalho que merece ser valorizado e incentivado. A Prefeitura está à disposição para dialogar, apoiar e buscar formas de fortalecer essas iniciativas”, afirmou.

Além de produzir e comercializar as peças, os dois grupos mantêm as portas abertas para pessoas interessadas em contribuir com as ações voluntárias e conhecer o trabalho desenvolvido.

Fonte: PMAC/ Texto: Dirceu Cetto

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