Inhame das montanhas do Espírito Santo é implantado em área experimental em Minas Gerais

Publicado em 29/03/2022 às 15:01

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Texto e fotos: Cícero Modolo

Uma manhã de sol e céu azul saudou a segunda etapa do projeto de missão de pesquisa técnica e científica para a implantação de inhame (Colocasia esculenta), originário de municípios da Região Serrana do Espírito Santo, no bioma Cerrado, em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Uberlândia, Minas Gerais.

Viajaram para o município mineiro o presidente da Câmara de Vereadores de Marechal Floriano, Cezar Ronchi Junior, o Cezinha; o secretário de Agricultura de Marechal Floriano, Sérgio Stein e o diretor-executivo da Associação dos Produtores de Inhame de São Bento do Espirito Santo (Apisbes), Jandir Gratieri. No encontro realizado na última semana, no setor de olericultura da Fazenda do Glória, da UFU, também participaram professores, estudantes e técnicos da universidade, em torno de variados temas sobre a cultivar, entre os aspectos a serem avaliados, avaliação da capacidade vegetativa e produtividade do inhame nas condições do bioma Cerrado.

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O projeto visa valorizar a cadeia produtiva do inhame em Marechal Floriano e em toda região de abrangência Indicação Geográfica (IG) do inhame capixaba. De acordo com os organizadores, a iniciativa vai ampliar oportunidades de negócios, gerando emprego e renda, levando aos municípios um intercâmbio com a universidade mineira.

O doutor em Agronomia e professor de Ciências Agrárias da UFU, que também é pesquisador de olericultura, José Magno Queiroz Luz, foi quem recebeu a comitiva de Marechal Floriano. A pesquisa do inhame no Cerrado brasileiro terá a duração de um ano. No Espírito Santo, o projeto é coordenado pelo pesquisador autodidata e diretor da Apisbes, Jandir Gratieri, que é agricultor em São Bento de Urânia, distrito de Alfredo Chaves, e detentor da marca “O Rei do Inhame”.

Nesta segunda etapa da visita, foram realizados estudos para avaliar o estágio de desenvolvimento vegetativo das plantas. Para isso, foram arrancadas quatros plantas e pesadas, para fazer a média de peso de cada uma. Logo após foram avaliadas para fazer a conclusão se há possibilidade de produção do inhame no bioma Cerrado. A ideia é avaliar as variedades São Bento e Rochom.

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VARIEDADES – As duas cultivares de inhame (São Bento e Rochom), que são devidamente registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), são produzidas intensamente nos municípios de Alfredo Chaves, Castelo, Domingos Martins, Marechal Floriano, Venda Nova do Imigrante e Vargem Alta, que integram a área de abrangência da IG.

De acordo com Jandir Gratieri, o inhame pode ser cultivado em diversos tipos de solos, desde aqueles com textura arenosa, até os de textura argiloso-médio, profundos, bem drenados, arejados e com o PH entre 5,5 a 6,0. O inhame poderá ser plantado em sulcos de 12 centímetros de profundidade, tendo a recomendação de espaçamentos de um metro por 33 centímetros. Essa implantação no bioma Cerrado terá três etapas durante um ano de pesquisa.

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