Presidente pede combate amplo ao narcotráfico e destaca soberania dos paíse

Publicado em 16/06/2026 às 15:52

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante reunião do G7 realizada nesta terça-feira (16), na cidade francesa de Évian, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o combate ao narcotráfico seja conduzido de forma ampla e integrada, incluindo ações contra crimes relacionados, como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.Ao discursar no encontro que reúne as sete maiores economias do mundo, Lula destacou que o enfrentamento ao crime organizado deve estar associado a políticas de desenvolvimento e ao respeito à soberania dos países.“O crime organizado aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser destinados à construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados”, afirmou.O presidente ressaltou ainda que o combate ao narcotráfico não pode ser tratado de forma isolada. Segundo ele, é fundamental enfrentar simultaneamente outros ilícitos que fortalecem as organizações criminosas, como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas. Lula também defendeu o fortalecimento da cooperação internacional, especialmente por meio da Interpol, para a identificação de ativos e pessoas ligadas a essas atividades.A declaração ocorre em meio às discussões sobre a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas, medida que reacendeu debates sobre soberania nacional.Durante sua participação no G7, Lula também voltou a defender que países detentores de minerais críticos obtenham benefícios econômicos mais amplos ao longo da cadeia produtiva, e não apenas com a extração desses recursos.De acordo com o presidente, essas nações devem participar das etapas de maior valor agregado, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da capacitação profissional, respeitando suas necessidades e estratégias nacionais.Lula alertou ainda para o risco de que a revolução digital e o avanço da inteligência artificial ampliem as desigualdades globais. Para ele, é necessário ampliar o acesso às tecnologias de ponta e estabelecer parcerias que permitam a participação de um número maior de países nos processos de inovação.“As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores”, afirmou.

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Fonte: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

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