Museu Mello Leitão recebe exposição com fotografias da biodiversidade da Mata Atlântica
Publicado em 26/08/2026 às 14:53
Fotos: Leonardo Merçon
O Museu de Biologia Professor Mello Leitão, em Santa Teresa, ganhou uma nova atração: uma exposição do Instituto Últimos Refúgios dedicada à biodiversidade da Mata Atlântica. A mostra foi aberta na semana passada, durante o Simpósio sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica (Simbioma), e permanece em cartaz até 1º de novembro, no Auditório Augusto Ruschi.
A exposição reúne 11 fotografias do fotógrafo Leonardo Merçon, com registros de aves, mamíferos, répteis e diferentes paisagens da Mata Atlântica. Os ecossistemas aquáticos, tema do Simbioma 2026, também ocupam espaço de destaque, com imagens de manguezais, do mar e até de uma baleia-jubarte.
Segundo Merçon, a temática do simpósio tem relação direta com projetos desenvolvidos pelo Instituto Últimos Refúgios no Espírito Santo. Entre as iniciativas estão o projeto “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”, voltado à documentação e valorização dos manguezais do Estado, e o documentário “Águas do Itapemirim”, que aborda a importância dos rios e sua relação com os territórios e a biodiversidade.

Idealizada para celebrar os 20 anos de trajetória de Merçon na fotografia de natureza, a exposição também apresenta um recorte da biodiversidade capixaba registrada ao longo de sua carreira. As imagens retratam espécies, paisagens e territórios que marcaram sua atuação no Espírito Santo.
A curadoria é assinada por Iasmin Macedo, bióloga do Instituto Últimos Refúgios, responsável pela seleção das fotografias, além da definição dos formatos e molduras. A organização visual das obras no espaço expositivo ficou a cargo de Marcella Rosa, também integrante do Instituto.
O resultado é uma mostra que combina fotografia, ciência, memória e conservação ambiental, aproximando o público da diversidade natural do Espírito Santo.
Fundado em 2006, o Instituto Últimos Refúgios é uma organização socioambiental sem fins lucrativos que desenvolve projetos culturais voltados à conservação, pesquisa e sensibilização ambiental. Formado por profissionais de áreas como design, fotografia, produção audiovisual, jornalismo e biologia, o Instituto atua no mapeamento e na valorização da biodiversidade da Mata Atlântica.
“Fica o convite para que o público visite a mostra e inspire-se a proteger os últimos refúgios da natureza capixaba que ainda resistem”, destaca Merçon.
Fonte: INMA