Crédito rural no Espírito Santo alcança recorde de R$ 8,31 bilhões e supera desempenho nacional
Publicado em 10/06/2026 às 08:32
Foto: Magnific
O crédito rural contratado no Espírito Santo atingiu R$ 8,31 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, o maior volume já registrado para o período na série histórica. Ao todo, foram formalizadas 43,3 mil operações de financiamento voltadas às diversas cadeias produtivas do agronegócio capixaba.
O resultado colocou o Estado em posição de destaque no cenário nacional. Enquanto o valor das contratações de crédito rural no Brasil apresentou retração de 10,2%, o Espírito Santo registrou crescimento de 0,3%. O número de operações também avançou 1,1%, ampliando o acesso dos produtores aos recursos financeiros.
O desempenho é atribuído, em parte, à implementação do Plano de Crédito Rural para o Espírito Santo, iniciativa coordenada pelo Governo do Estado em parceria com o Governo Federal e instituições financeiras como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banestes, Sicoob-ES, Sicredi, Cresol e Bandes. O plano foi construído em conjunto com entidades representativas dos produtores rurais e pescadores, com foco na ampliação do acesso ao crédito, definição de atividades prioritárias e oferta de taxas mais atrativas.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, os números reforçam a importância do crédito rural para a sustentação e expansão da produção agropecuária capixaba.
“O Espírito Santo manteve crescimento na aplicação de crédito rural em um cenário nacional de queda no valor aplicado. O avanço nas modalidades de custeio e investimento demonstra que os produtores continuam buscando recursos para manter a produção, melhorar a infraestrutura das propriedades e aumentar a produtividade. Na agricultura familiar, o crescimento é ainda mais significativo, evidenciando a relevância desse segmento para a produção de alimentos, geração de renda e permanência das famílias no campo”, destacou.
Entre as modalidades de financiamento, o custeio movimentou R$ 3,66 bilhões, alta de 8,5% em relação ao ciclo anterior, distribuídos em 19.041 operações. Os financiamentos para investimento somaram R$ 3 bilhões, crescimento de 11,9%, com 22.983 contratos.
Por outro lado, a modalidade de comercialização registrou queda de 28,1%, passando de R$ 2,16 bilhões para R$ 1,56 bilhão. Já os recursos destinados à industrialização avançaram 35,4%, alcançando R$ 96,49 milhões.
Para o gerente de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Danieltom Vandermas, o resultado demonstra que os recursos continuam sendo direcionados principalmente para o fortalecimento da atividade produtiva.
“O crescimento das modalidades de custeio e investimento compensou parte da retração observada na comercialização e indica que o financiamento permanece voltado à produção e à modernização das propriedades rurais”, avaliou.
Agricultura familiar bate recorde
A agricultura familiar também registrou desempenho histórico no período. Entre julho de 2025 e maio de 2026, o segmento contratou R$ 2,82 bilhões em crédito rural, volume 17,6% superior ao registrado no ciclo anterior. Em valores absolutos, foram R$ 423,1 milhões adicionais destinados aos agricultores familiares, que representam cerca de 75% das propriedades rurais do Espírito Santo.
O número de operações cresceu 7,3%, passando de 30,4 mil para 32,6 mil contratos. Com isso, a agricultura familiar respondeu por aproximadamente 34% do total de recursos contratados no Estado e por 75,2% de todas as operações de crédito rural realizadas no período.
Custeio e investimento impulsionam expansão
O principal destaque na agricultura familiar foi o crescimento das modalidades de custeio e investimento. Os financiamentos para custeio passaram de R$ 879,7 milhões para R$ 1,1 bilhão, avanço de 25,1%, enquanto o número de operações aumentou 14,9%, totalizando 13,6 mil contratos.
Já os recursos destinados a investimentos cresceram 13,3%, passando de R$ 1,52 bilhão para R$ 1,72 bilhão. Foram realizadas 18,9 mil operações, alta de 2,4% em comparação ao ciclo anterior.
Os números indicam a ampliação dos financiamentos voltados tanto para a manutenção da produção quanto para a modernização, estruturação e melhoria das propriedades familiares, fortalecendo a competitividade e a sustentabilidade da agricultura capixaba.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Seag