Alunos estudam em escola velha ao lado de uma nova em Domingos Martins

Publicado em 16/08/2017 às 01:38

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Piso solto, paredes e portas com buracos, quadro negro quebrado, carteiras antigas e falta de espaço para lanchar. Esses são alguns dos problemas de uma antiga escola onde estudam mais de 200 crianças, em salas improvisadas, com situação precária, na comunidade de Melgaço, em Domingos Martins.

A ironia dessa história é que ao lado dessa escola inaugurada em 1968, está um grande e amplo prédio praticamente pronto, onde os alunos deveriam estar estudando há mais de um ano. A reclamação da escola precária é de pais e estudantes.

A nova escola começou a ser levantada ainda em 2014, e ficaria pronta em um ano, mas a empresa responsável pela obra declarou falência, e a estrutura nova segue fechada.

No total, 234 alunos estão matriculados, mas falta estrutura para atender a todos. Em reportagem exibida pela TV Gazeta e em destaque no portal G1, a estudante Valcione Breno frisa que, como algumas salas não têm piso, o problema foi resolvido apenas com cimento.

Ainda na reportagem, a lavradora Vanilda Lahass contou que estudou na escola há décadas, assim como seus filhos. Hoje, o neto de Vanilda é aluno da instituição, e por diversas vezes, chega em casa com queixas do local. “Um dia ele chegou e disse ‘vovó, a escola vai cair em cima da gente”, diz.

Aluna do 9º ano, Lara Helen conta que o ensino no local é bom, mas que fica prejudicado por conta da falta de estrutura. “A gente não tem sala de informática. A sala de aula é dividida com duas paredes de madeira, improvisadas”, conou. Além disso, não há lugar para as crianças merendarem.

A escola nova seria uma recompensa aos alunos, pelo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2012. O prédio está praticamente pronto, apenas sem o acabamento. Dentro do local, há carteiras, armários e até ar condicionado, tudo ainda embalado. A obra toda custou R$ 1,6 milhão.

Os estudantes deveriam ser presenteados, mas houve um problema no projeto da escola nova. “Projetaram até um elevador, para atender a deficientes físicos, mas o elevador não cabe na estrutura que foi construída”, explicou o agricultor Solimar Plaster, à reportagem da TV Gazeta.

A secretária de Educação do município, Adenilde Stein Silva, confirmou a falha no projeto. “A parte de execução não conseguiu colocar o elevador exatamente como tinha sido planejado. Aí começamos um diálogo da engenharia junto à comunidade, para saber se faríamos uma rampa ou se o elevador seria mantido”, disse.

Segundo a secretária, a pasta está tomando providências para que uma nova licitação seja aberta em no máximo três meses, para que outra empresa seja selecionada para concluir a obra. “Esperamos que o ano letivo de 2018 já tenha início no novo prédio”, prometeu Adenilde.

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