Mapeamento de áreas de café vai ampliar acompanhamento da cafeicultura no Espírito Santo
Publicado em 24/09/2026 às 13:49
Foto: Divulgação/ Seag
Uma nova metodologia em desenvolvimento no Espírito Santo promete ampliar o acompanhamento das áreas de café cultivadas no Estado e permitir atualizações dos dados a cada seis meses. A ferramenta foi apresentada na quarta-feira (23), durante reunião do Comitê Gestor do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura do Espírito Santo, realizada na Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em Vitória.
O sistema utiliza técnicas de sensoriamento remoto, amostragem e inteligência artificial para identificar e mapear as lavouras de café. A proposta é reduzir de dois a três anos para cerca de quatro a seis meses o intervalo entre o levantamento das informações e a disponibilização dos mapas.
O mapeamento diferencia áreas de café conilon e arábica e identifica lavouras em produção, recém-plantadas e em processo de renovação. Com atualizações semestrais e armazenamento dos dados, será possível construir uma série histórica e acompanhar as mudanças na distribuição e no tamanho das áreas cultivadas.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a disponibilização periódica das informações também contribui para ampliar a transparência e aproximar os resultados das pesquisas dos produtores rurais.
A ferramenta poderá ser utilizada ainda no planejamento de políticas públicas, em estimativas de safra, na rastreabilidade e no atendimento a exigências do mercado internacional. De acordo com o pesquisador do Incaper Renato Corrêa Taques, a área plantada é um dos elementos utilizados para estimar a produção e o mapeamento pode contribuir para tornar esses cálculos mais precisos.
As cooperativas também participam das discussões sobre o projeto. A expectativa é que, em uma etapa posterior, os dados possam ser integrados aos sistemas das cooperativas e disponibilizados aos produtores associados.
A metodologia apresentada ainda corresponde a uma primeira versão e passará por novos aprimoramentos até o fim de 2027. O objetivo é aumentar a precisão tanto na identificação das áreas ocupadas pelo café quanto na delimitação dos talhões.
O projeto é desenvolvido em parceria entre o Governo do Espírito Santo, por meio da Seag e do Incaper, e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com recursos do AL-INVEST Verde, programa financiado pela União Europeia.
Fonte: Seag