Gestantes vacinadas reduzem em 52,5% os casos graves de bronquiolite em bebês, aponta Ministério da Saúde
Publicado em 14/07/2026 às 14:41
Fonte: Magnific
A vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças, reduziu em 52,5% os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês com menos de seis meses de idade. A imunização, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde dezembro, protege o bebê ainda durante a gestação e garante defesa nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade às complicações respiratórias.
Os dados serão apresentados nesta terça-feira (14), durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do SUS. Até o momento, mais de 1,2 milhão de doses da vacina já foram aplicadas em todo o país.
No primeiro semestre de 2026, os registros de casos graves em bebês menores de seis meses caíram de 14.061 para 6.674 na comparação com o mesmo período de 2025. Entre as demais faixas etárias infantis, a redução variou entre 8% e 13%, evidenciando um impacto mais significativo justamente entre os bebês protegidos pela vacinação materna.
Um estudo em andamento também estima que cerca de 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças dessa faixa etária. Além disso, os bebês com menos de seis meses responderam por aproximadamente 35% das internações por VSR entre crianças de até quatro anos em 2026, percentual inferior ao registrado antes da incorporação da vacina ao calendário do SUS.
Vacina protege o bebê ainda na gestação
O imunizante é indicado para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A vacina estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê pela placenta, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida, quando o risco de hospitalização por infecção causada pelo VSR é mais elevado.
Nirsevimabe amplia a proteção
Além da vacinação das gestantes, o SUS também disponibiliza o nirsevimabe, um imunobiológico indicado para recém-nascidos prematuros (até 36 semanas e seis dias de gestação) e crianças de até 23 meses com condições de maior risco, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas.
Diferentemente das vacinas convencionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal pronto para uso, que proporciona proteção imediata após a aplicação, sem depender da resposta imunológica do organismo.
Administrado em dose única, o medicamento garante proteção por até seis meses. Mais de 100 mil doses já foram registradas, sendo a aplicação realizada prioritariamente em maternidades e nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
O Ministério da Saúde orienta que gestantes e responsáveis por crianças que se enquadram nos critérios de indicação procurem uma unidade de saúde para verificar a recomendação da vacina ou do nirsevimabe.
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Fonte: Ministério da Saúde