Solução no campo combate praga e protege enxames de abelhas

Publicado em 27/04/2026 às 09:23

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ABELAS

Foto: Freepik

Uma prática de baixo custo desenvolvida no Amapá tem ajudado apicultores e meliponicultores a reduzir perdas de colônias e melhorar a produtividade no campo. A técnica surgiu a partir da observação direta dos desafios enfrentados por produtores, principalmente diante do avanço de pragas que comprometem enxames inteiros.

O principal problema identificado foi a ação do parasitóide Plega hagenella, que ataca abelhas sem ferrão e tem provocado prejuízos recorrentes na atividade. Em algumas propriedades, as perdas chegaram a desestimular a continuidade da produção.

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Foi nesse contexto que Gilberto Barbosa, tecnólogo em apicultura e meliponicultura e técnico de campo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) nas regiões de Macapá, Santana, Porto Grande e Ferreira Gomes, criou uma alternativa eficiente e basicamente sem custos. “A perda constante de colônias desanimou os produtores e alguns já cogitaram abandonar a atividade”, relata Gilberto.

Diante desse cenário, o técnico passou a testar, junto com produtores atendidos, um conjunto de ações práticas e acessíveis. O manejo inclui limpeza frequente das caixas, retirada de resíduos orgânicos ao redor dos meliponários, poda de árvores para equilibrar luz e sombra e controle manual dos insetos.

“Ainda não tinha entendido totalmente os mecanismos de infestação, então começamos com medidas diretas e consistentes de manejo”, explica.

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Técnico aplica o manejo no campo e reduz perdas de enxames na produção de abelhas (Foto: Divulgação/SENAR)

A adoção das práticas se espalhou entre os produtores de forma colaborativa, durante visitas técnicas e atividades em grupo. “Com o tempo, eles mesmos passaram a replicar e compartilhar as técnicas”, afirma Barbosa.

Os resultados começaram a aparecer em poucos meses. Segundo o técnico, cerca de 90 dias após o início do manejo já foi possível observar aumento no número de abelhas por colmeia e, principalmente, a interrupção das perdas por extinção. “A infestação não foi erradicada, mas passou a ocorrer de forma esporádica, controlável, dependendo do manejo adotado”, destaca.

Além de reduzir os impactos da praga, a prática também contribui para melhorar o desempenho produtivo, sem exigir investimentos adicionais , fator relevante para pequenos produtores. O método ganhou visibilidade após ser apresentado no Congresso Apimondia, realizado na Dinamarca em 2025, após validação com apoio acadêmico.

“Foi muito gratificante. Ver um trabalho feito no Amapá ganhar esse alcance já seria importante, mas contar com a orientação de pesquisadoras da USP e da Unitau torna tudo ainda mais especial”, afirma o técnico.

Para o setor, iniciativas como essa mostram o peso do manejo na produtividade e reforçam o papel da assistência técnica na difusão de soluções adaptadas à realidade do campo, especialmente em atividades como a apicultura, onde perdas podem comprometer rapidamente a viabilidade da produção.

Fonte: SENAR

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