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Arte, Crônicas e Poesia

Sobre o amor

Publicado em 25/03/2025 às 11:02

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arte e cronica

As correntes na consciência são resistentes, por mais que tentemos romper, vem apenas o cansaço e nenhuma liberdade. Na infância o horizonte era tão colorido e cheio de brilho e nitidez. Tudo era possível, tudo era almejável e conquistável.

Em qual momento da vida que a realidade apresentou-se intransponível? A percepção do eu no mundo. Existem diálogos que criam marcas indeléveis, geralmente na simplicidade trazem verdades últimas.

Uma tia ao me admoestar, afirmou: “ingenuidade é aceitável apenas em crianças”. A partir desse instante veio a percepção que o mundo é bem diferente do que é dito na infância. Certamente o mais perturbador é que não existe qualquer controle, somos apenas um barquinho à deriva em um mar tormentoso.

Quantas vezes em meio a tempestade, vemos a nossa força exaurir? A dor visceral silencia, inexistem palavras para descrever o vazio na alma. A quietude espanta, ela obriga a olhar para si mesmo e nesse instante não existem mentiras alentadoras…

Os questionamentos são tantos, as incertezas infinitas. Para alguns o caos permanente, para outros uma peça encenada. Todos em busca de uma coisa: significado. A turba estridente tem nas necessidades a razão precípua, como coelhos atrás da cenoura, uma corrida intensa e cansativa. Avante coelhos!

Alguns poucos conseguem perceber além da cenoura, não que isso demonstre ser um patamar acima, tampouco um alento, no mais das vezes até agonizante. Pois é como uma velha árvore, de folhas amarelas em um campo vazio. Sabe que existe um horizonte à sua frente, percebe sua beleza e encanto, entretanto tem raízes a lhe prender ao solo. E quando vem os ventos e a chuva, nada lhe protege, enfrenta tudo sozinha.

Ao cabo de tudo, avançamos, queiramos ou não, para o último suspiro, na esperança que seja de contentamento e que tenha valido a pena.

Aos olhos que fecham, indubitavelmente a última imagem é do grande amor, os beijos dados, os sorrisos e brincadeiras feitas, ao toque apaixonado. A vida são as pessoas que conhecemos, as emoções sentidas, as histórias construídas, a simplicidade é um grande objetivo.

O amor é o que levamos, por ele que vivemos, por ele damos significado à morte. E com o amor, jamais existirá a morte.

Este espaço é dedicado a todos os escritores, fotógrafos, pintores, escultores e artistas da região das montanhas capixabas.
Caso tenha vc tenha interesse em publicar seu trabalho aqui, favor enviar seu material, com o assunto “Coluna Arte nas Montanhas”, para: [email protected]

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