Jovem preso por matar CEO planejou usar bomba e estava afastado da família há meses

Publicado em 11/12/2024 às 14:22

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Close-up view of brown wooden mallet of judge

Foto: Freepik

Luigi Mangione, jovem suspeito de assassinar Brian Thompson, CEO da maior seguradora de saúde dos Estados Unidos, possuía uma “lista de tarefas” detalhando o crime e chegou a considerar o uso de uma bomba em Nova York, conforme informações recentes da polícia local.

O americano, de 26 anos, foi detido nesta segunda-feira (9) em um McDonald’s na cidade de Altoona, Pensilvânia. Ele é apontado como o principal responsável pelo assassinato do presidente-executivo da UnitedHealthcare, ocorrido na última quarta-feira (4) em Manhattan.

Durante a investigação, a polícia apreendeu um manifesto escrito à mão por Mangione, no qual ele criticava duramente as seguradoras de saúde, acusando-as de priorizarem lucros em detrimento do cuidado com as pessoas — algo que ele descreveu como “ganância corporativa”. Junto ao manifesto, foi encontrado um caderno contendo uma “lista de tarefas” detalhando o plano do assassinato. Entre as notas, Mangione fazia referências a Theodore Kaczynski, conhecido como Unabomber, que realizou ataques com bombas caseiras entre 1978 e 1995.

De acordo com o detetive-chefe da polícia de Nova York, Joe Kenny, as anotações indicavam que Mangione sabia que Thompson estaria presente em uma conferência com investidores na cidade no dia do crime. Ele inicialmente cogitou usar uma bomba, mas abandonou a ideia por temer que pudesse ferir civis. Em suas anotações, Mangione justificou sua escolha afirmando que disparar contra a vítima seria “mais direcionado”. Ele também mencionou que não haveria momento mais simbólico do que “matar o CEO em sua própria conferência de contagem de feijões”.

No momento da prisão, Mangione estava em posse de uma arma de fogo de fabricação caseira, conhecida como “arma fantasma”, e documentos falsificados. Segundo as autoridades, uma das identidades falsas teria sido utilizada para se hospedar em um hostel em Nova York antes do crime. A arma, que foi montada com peças produzidas em impressora 3D e não possuía número de série, era capaz de disparar munição de 9 mm.

Mangione foi levado a um tribunal nesta terça-feira (10) para uma audiência. Durante a sessão, ele demonstrou irritação, gritando diante dos repórteres presentes: “Completamente injusto e um insulto ao povo americano”.

Família lamenta e diz estar em choque

A família de Luigi Mangione se manifestou pela primeira vez sobre o caso também nesta terça-feira. Em comunicado divulgado nas redes sociais, os familiares afirmaram que ficaram sabendo dos detalhes pela imprensa e declararam estar devastados.

“Nossa família está chocada e devastada pela prisão de Luigi”, diz o texto. “Oferecemos nossas orações à família de Brian Thompson e pedimos que as pessoas orem por todos os envolvidos.”

Segundo os familiares, Mangione não mantinha contato com eles havia meses. As autoridades seguem investigando os motivos que levaram o jovem a cometer o crime e se havia outras pessoas envolvidas no planejamento.

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