Plataforma colaborativa auxilia o produtor na comprovação de dados para requerer recursos do Plano Safra

Publicado em 20/05/2023 às 10:36

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Foto: Divulgação / CampoValor

O tão aguardado lançamento do Plano Safra 2023/2024 deve acontecer ainda no primeiro semestre e terá foco no incentivo à produção sustentável de alimentos. Enquanto espera a divulgação das diretrizes dos recursos que serão disponibilizados, o produtor rural deve se organizar para a elaboração do projeto técnico, necessário na solicitação dos recursos destinados ao custeio e investimentos na propriedade.

Na prática, quem comprovar que está alinhado, de alguma forma, com sustentabilidade ambiental, adaptação à mudança do clima e baixa emissão de carbono na agropecuária (Plano ABC+, do Ministério da Agricultura e Pecuária), poderá ter maior facilidade na aprovação de linhas de créditos. Uma plataforma colaborativa inédita de compartilhamento de preços, criada por uma startup focada no agro, a CampoValor poderá ser útil aos produtores rurais na comprovação de investimentos, inclusive os que remetem à sustentabilidade.

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“A plataforma é uma maneira de pequenos e médios produtores se organizarem documental e financeiramente. Você não perde as suas notas fiscais, consegue ter todas salvas para conseguir fazer o seu dossiê de solicitação do financiamento”, resume Ian Linares, CEO e fundador da startup.

Ele explica que, além da organização corporativa, o usuário também consegue utilizar as notas em benefício próprio, no momento de fazer consultas e cotações de produtos que ele usará na próxima safra. “Oferecemos ao produtor a oportunidade de pesquisa dos valores praticados pelo mercado e auxílio na busca por novos produtos. Além disso, ele pode comparar se tem feito boas compras”. Linares lembra, ainda, que ao se inteirar dos preços, o produtor passa a ter mais argumentos para negociar com o vendedor e, quem sabe, chegar a valores mais interessantes na hora da compra.

Por ser colaborativa, a plataforma é alimentada pelos dados fornecidos pelos usuários, neste caso, via compartilhamento de notas fiscais – no formato Danfe. Depois de armazenadas, as notas são validadas e os dados podem ser acessados, porém quem faz o envio e a compra permanece anônimo, com garantia de sigilo de seus dados pessoais. O acesso é gratuito, uma forma de impulsionar o número de usuários e aumentar a base de dados. “Somos uma empresa independente e sem vínculos, prezamos pela transparência sem privilégios a ninguém”, afirma o idealizador da startup.

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As vantagens no uso da plataforma se estendem ao vendedor e ao distribuidor, inclusive os que atuam com produtos sustentáveis, conforme acrescenta Ian Linares. “Ao compartilhar com a CampoValor as informações das negociações realizadas, ele pode aumentar a capilaridade das vendas. E, ainda, aproveitar e se beneficiar pela busca maior por esse tipo de produto que muita gente nem conhece. Às vezes as pessoas não sabem nem como fazer a busca, oferecemos a cotação e a facilidade de ele ver opções para se quiser, entrar em contato com o vendedor e adquirir”.

CAMPOVALOR – O projeto da startup começou a tomar forma em 2020, mas a ideia começou a ser gestada a partir de experiências profissionais anteriores de Ian Linares, no Brasil e no exterior. O biólogo, com mestrado e doutorado em administração de gestão de projetos no agro, conta que empreender na área era uma meta de longo tempo. Criada com recursos próprios, a CampoValor pode ser utilizada por agricultores familiares e até pelos grandes produtores de grãos, com acesso pelo aplicativo ou no computador (campovalor.com.br).

Linares detalha que as negociações ocorrem diretamente entre as partes, fora do ambiente digital da CampoValor, sem qualquer conflito de interesses. “À medida que o usuário adicionar novas notas, acumula pontos que vão garantir novas pesquisas de preços e produtos – e mais amplas. O resultado da busca pode ser salvo na própria plataforma e acessado sempre que necessário”.

A plataforma colaborativa de compartilhamento de preços despertou o interesse e vem sendo utilizada, também, por associações, sindicatos e cooperativas, que conseguem centralizar o recebimento das notas fiscais dos associados para envio à plataforma. “Essas entidades veem no modelo uma forma de demonstrar valor a seus associados, além disso conseguimos mostramos o quanto economizaram, adquirindo a opção mais barata”, finaliza.

Fonte: AgroUrbano Hub de Comunicação

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