Vitória Coffee Summit no Cais das Artes projeta o Espírito Santo como palco das discussões globais sobre o café

Publicado em 27/05/2026 às 08:48

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Cais das Artes 2 - Crédito Hélio Filho-SecomES

Foto: Hélio Filho-SecomES

O café sempre ocupou posição estratégica na economia do Espírito Santo. Em um cenário internacional marcado por instabilidade no mercado cafeeiro, conflitos geopolíticos, mudanças climáticas e novas exigências comerciais, discutir os rumos da cafeicultura deixou de ser apenas uma pauta do campo para ganhar relevância econômica global. É nesse contexto que o Vitória Coffee Summit 2026 será realizado nos dias 20 e 21 de agosto, no Cais das Artes, reunindo algumas das principais lideranças nacionais e internacionais do setor para debater o futuro do mercado de café.

Promovido pelo Centro do Comércio do Café de Vitória, uma das entidades mais representativas da cafeicultura brasileira, o encontro terá uma programação voltada à análise dos movimentos atuais do mercado e aos cenários que devem impactar diretamente a cadeia produtiva nos próximos anos. O evento contará com palestras, workshops e painéis com especialistas reconhecidos mundialmente, reunindo produtores, exportadores, cooperativas, indústrias, empresários e autoridades do setor.

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Com foco em sustentabilidade e nos impactos da atual conjuntura geopolítica, o Vitória Coffee Summit também abrirá espaço para debates sobre inteligência de mercado, gestão, inovação, tendências de consumo, preços e novas oportunidades comerciais.

Responsável pela curadoria técnica do evento, Marcus Magalhães destaca que o Espírito Santo ocupa hoje uma posição estratégica dentro da nova dinâmica do comércio global do café.

“O café vive um momento de transformação profunda. O mercado internacional mudou, o consumidor mudou e a dinâmica dos negócios também mudou. Hoje, não basta produzir bem. É preciso compreender cenários, antecipar movimentos e construir conexões estratégicas. O Vitória Coffee Summit vai promover esse ambiente de visão e preparação para o futuro”, afirma.

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O encontro acontece em um momento considerado decisivo para a cafeicultura mundial. Guerras, oscilações cambiais, desafios climáticos e novas exigências ambientais vêm impactando diretamente exportações, custos de produção e relações comerciais em diversos países. Nesse cenário, iniciativas voltadas à troca de conhecimento e ao fortalecimento estratégico do setor ganham ainda mais importância.

Para o presidente do CCCV, Fabrício Tristão, o Espírito Santo vive uma fase importante de expansão da produção de café conilon, o que reforça a necessidade de ampliar a presença do produto capixaba no mercado internacional.

Entre as iniciativas destacadas está a parceria entre o CCCV e a ES Gás para substituição da lenha pelo gás natural no processo de secagem do café conilon. A proposta busca elevar o padrão de qualidade do produto e aumentar a competitividade do café capixaba no mercado externo.

“A etapa da secagem ainda representava um dos principais desafios para ganhos mais expressivos de qualidade na exportação. Com este projeto, damos um passo decisivo para superar essa barreira. A utilização do gás natural tem potencial para elevar significativamente o padrão do café capixaba, agregando valor, ampliando as oportunidades de exportação e fortalecendo a competitividade do nosso mercado”, ressalta Fabrício Tristão.

Além das discussões sobre o futuro da cafeicultura, o evento marcará também os 80 anos do CCCV. Fundada em 1947, a entidade acompanha a trajetória econômica do Espírito Santo, conectando a produção agrícola capixaba aos mercados nacional e internacional.

Maior produtor brasileiro de café conilon e um dos estados mais relevantes nas exportações do setor, o Espírito Santo mantém posição estratégica no mercado cafeeiro nacional. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2026 deve alcançar produção total de 19 milhões de sacas, crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Desse volume, aproximadamente 14,9 milhões de sacas correspondem ao conilon, equivalente a cerca de 67% de toda a produção brasileira da variedade. Já o café arábica deve atingir 4,2 milhões de sacas, alta de 26,5% em comparação com 2025.

Na avaliação do CCCV, outro diferencial competitivo do Espírito Santo é a proximidade das regiões produtoras com a estrutura portuária, fator considerado estratégico para o escoamento da produção e que tem atraído a atenção do mercado internacional.

O Centro do Comércio do Café de Vitória representa um dos segmentos responsáveis pela maior geração de divisas do agronegócio cafeeiro capixaba. Além de atuar no escoamento da safra e no fornecimento para a indústria, a entidade também é agência da Organização Internacional do Café (OIC), responsável pela certificação de origem das exportações realizadas pelo Estado. O CCCV ainda desenvolve estatísticas de exportação e preços, realiza cotações diárias do café e oferece cursos de classificação e degustação, fortalecendo a qualificação técnica da cadeia produtiva.

Com foco em conteúdo estratégico, networking e geração de negócios, o Vitória Coffee Summit 2026 promete transformar Vitória em um dos principais pontos de encontro do mercado cafeeiro mundial, consolidando o Espírito Santo como protagonista das discussões que devem definir os próximos rumos do café no cenário global.

Serviço

Vitória Coffee Summit 2026
📅 20 e 21 de agosto
📍 Cais das Artes – Enseada do Suá, Vitória

Fonte: LR Comunicação

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