Vereador de Alfredo Chaves vai pedir CPI para investigar atuação da organização social Mahatma Gandhi

Publicado em 31/10/2025 às 10:08

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vereador de alfredo chaves

Foto: Divulgação/CMAF

O vereador Hermes Marchori (PP), da bancada de situação na Câmara de Alfredo Chaves, deve protocolar nos próximos dias um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação da organização social (OS) Mahatma Gandhi, responsável pela administração do Pronto Atendimento Municipal e demais serviços da saúde entre 2018 e julho de 2025.

Marchori articula o pedido por não concordar com o fato de a entidade ter deixado trabalhadores sem receber salários e outros direitos, além de estar envolvida em investigação nacional por desvios de recursos do SUS que ultrapassam R$ 1,6 bilhão, atingindo diversos municípios.

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A atual gestão rompeu o contrato com a Mahatma Gandhi em janeiro de 2025, após constatar falhas graves e possíveis irregularidades, como suspeita de servidores fantasmas, notas fiscais de serviços não executados e descumprimento de determinações de melhoria na infraestrutura das unidades de saúde. À época, foram encontradas farmácias com infiltrações, medicamentos danificados, gesso caindo e falta de segurança sanitária em alguns setores.

Apesar da rescisão, a OS obteve uma liminar judicial em fevereiro que garantiu temporariamente sua permanência na gestão da saúde. A decisão foi revogada em julho pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), que confirmou a anulação dos contratos por ilegalidades, conforme o processo nº 5009742-91.2025.8.08.0000.

Em paralelo, o Ministério Público do Trabalho da 17ª Região (Vitória), por meio da procuradora Thaís Borges da Silva, notificou o município após denúncias de que a Mahatma Gandhi mantinha contratos de trabalho ativos de forma irregular, impedindo que profissionais recebessem FGTS, seguro-desemprego e aviso prévio. A apuração tramita sob a Notícia de Fato nº 001655.2025.17.000/3, datada de 20 de outubro.

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As investigações da OS se intensificaram em agosto de 2025, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) deflagraram operações de busca, apreensão e prisão de dirigentes da Mahatma Gandhi em diferentes estados, ampliando o cerco contra práticas de corrupção e má gestão de recursos públicos.

“O povo de Alfredo Chaves precisa de respostas. A Organização Mahatma Gandhi deixou um rastro de prejuízos, servidores sem receber e sérias suspeitas de irregularidades. Por isso, vou protocolar o pedido de CPI para que esta Casa apure com transparência tudo o que aconteceu e identifique os responsáveis. É nosso dever garantir justiça e zelar pelo bom uso do dinheiro público”, destaca o vereador.

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