Rombo do Banco Master será investigado até as últimas consequências, afirma Lula
Publicado em 05/02/2026 às 14:27
Foto: alter Campanato/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil vive uma “chance real de pegar os magnatas da corrupção e da lavagem de dinheiro” ao comentar o rombo financeiro envolvendo o Banco Master. A declaração foi feita em entrevista à jornalista Daniela Lima, da TV UOL.
Segundo Lula, as instituições da República precisam atuar de forma integrada para identificar os responsáveis pelo prejuízo, que, segundo ele, pode se tornar “talvez o maior rombo econômico da história do país”.
“Não importa se envolve político, partido, governador, banco ou empresário. Quem estiver metido nisso vai ter que pagar o preço da irresponsabilidade”, afirmou o presidente.
Lula destacou que a investigação deve ir “até as últimas consequências” e afirmou não saber, até o momento, quem está envolvido no caso. “Não sei se tem partido político, governador, deputado, senador ou prefeito. O dado concreto é que a ordem é investigar para que isso nunca mais se repita”, disse.
Questionado sobre o fato de ter recebido o banqueiro André Vorcaro, do Banco Master, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que encontros com representantes do sistema financeiro fazem parte de suas atribuições institucionais e não indicam proximidade política.
O presidente relatou que, na ocasião, deixou claro que não haveria qualquer interferência política no caso e que a apuração seria conduzida de forma técnica pelo Banco Central. “A política não entrará na investigação. O que vai entrar é a competência técnica do Banco Central para saber se houve irregularidades, lavagem de dinheiro ou quebra do banco”, declarou.
Lula disse ainda que convocou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central para relatar o caso à Procuradoria-Geral da República, reforçando que o momento representa uma oportunidade inédita de responsabilização de grandes envolvidos em esquemas financeiros.
O presidente também saiu em defesa do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, criticado por atuar na defesa do banco. Segundo Lula, Lewandowski é um dos maiores juristas do país e sua atuação profissional não configura irregularidade.
“Ele havia deixado a Suprema Corte quando firmou contrato com o banco. Quando o convidei para o ministério, ele se desligou. Não há problema algum nisso”, afirmou.
Por fim, Lula disse que o governo quer esclarecer por que recursos de fundos de trabalhadores dos estados do Rio de Janeiro e do Amapá foram aplicados no Banco Master e questionou possíveis irregularidades na relação entre a instituição e o Banco de Brasília (BRB).
“Queremos saber qual é a falcatrua que existe e quem está envolvido”, concluiu.
Fonte: Paulo Donizetti de Souza | Agência Gov