Reserva Biológica de Duas Bocas celebra 34 anos de preservação

Publicado em 07/01/2025 às 09:31

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Foto: Cacá Lima / Divulgação IEMA

A Reserva Biológica de Duas Bocas, em Cariacica, completou 34 anos na última quinta-feira (02), celebrando um legado de preservação ambiental e abastecimento de água para a Grande Vitória. Criada para proteger os mananciais que abastecem a região, a unidade de conservação tem uma trajetória marcada por cuidado e compromisso com a natureza.

A história do local começa há mais de 120 anos, em 1894, com a inauguração da primeira represa para fornecimento de água potável e construção da adutora que levava água até o chafariz da Praça Marechal Deodoro, em Cariacica Sede. Em 1909, uma nova represa foi erguida, abastecendo também a capital Vitória, em uma época em que o chafariz da Praça Santos Dumont era símbolo de modernidade.

No aniversário de 400 anos de Vitória, em 1951, uma nova represa foi inaugurada após a desapropriação de uma vila, aumentando o fornecimento de água. Antes mesmo da formalização da Reserva Florestal de Duas Bocas, em 1965, o Governo já havia adquirido 2.200 hectares para proteger os mananciais e garantir a conservação da biodiversidade.

Inicialmente criada como Reserva Florestal, a unidade passou a se chamar Reserva Biológica de Duas Bocas (Rebio de Duas Bocas) em 1991. Hoje, sob gestão do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), vinculado à Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), a reserva ocupa 3.000 hectares.

Rafael Boni, gestor da Rebio, destaca que o local é um verdadeiro “laboratório vivo”, atraindo pesquisadores e estudantes de várias partes do Brasil para estudos ambientais. Essa troca de conhecimento contribui para o desenvolvimento científico e a formação de novos profissionais na área.

A reserva, localizada quase inteiramente em Cariacica (99,15%), com pequenas partes em Viana e Santa Leopoldina, abriga 43% dos remanescentes de Mata Atlântica do município. Com uma floresta composta majoritariamente por mata primária, o espaço é refúgio de espécies ameaçadas, como a onça-parda e o macuco. A rara Guapeba, árvore conhecida como fruta-do-Imperador, também é uma das preciosidades encontradas na área.

A visitação pública é voltada para atividades de educação ambiental e ocorre com agendamento prévio, de terça a sexta-feira, das 8h às 16h. As visitas, que duram três horas, podem ser agendadas pelo e-mail [email protected].

Entre os atrativos, estão o Centro de Visitantes, com exposições sobre fauna e a história da reserva, além das trilhas da Represa Velha e do Cedro Rosa, que proporcionam uma imersão na natureza e na riqueza histórica do lugar.

Fonte: Iema

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