Cientistas descobrem nova espécie de cipó na Mata Atlântica de Santa Teresa (ES)

Publicado em 31/01/2026 às 08:13

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nova espécie de cipó em ST

Foto: Ricardo Ribeiro

Uma nova espécie de cipó foi identificada em Santa Teresa, na região dos Imigrantes do Espírito Santo, ampliando o conhecimento científico sobre a biodiversidade da Mata Atlântica. A descoberta é resultado de um estudo desenvolvido por pesquisadores ligados ao Instituto Nacional da Mata Atlântica, à Universidade de São Paulo, à Ghent University e à Goethe Universität. O trabalho foi publicado na revista científica internacional Plant Ecology and Evolution, vinculada ao Jardim Botânico Nacional da Bélgica.

A pesquisa integra o doutorado do biólogo Luiz Fonseca e combinou a revisão de coleções botânicas com análises genéticas de DNA. A partir do estudo de exemplares preservados em herbários e da avaliação de dados genéticos de amostras depositadas no Herbário MBML, em Santa Teresa, os cientistas confirmaram que se tratava de uma espécie até então não descrita pela ciência.

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Batizada de Adenocalymma darwinii, a planta pertence à família Bignoniaceae, a mesma dos ipês, e recebeu esse nome em homenagem ao naturalista Charles Darwin. Segundo os autores, a escolha reconhece a contribuição histórica de Darwin para a compreensão da evolução e da diversidade biológica, além de reforçar a atualidade de suas ideias para a ciência contemporânea.

Um dos principais desafios do estudo foi encontrar a planta em ambiente natural no período de floração. De acordo com o biólogo Ricardo Ribeiro, que participou da pesquisa, as amostras iniciais estavam conservadas em herbários, o que inviabiliza a observação da cor original das flores. Como espécies próximas apresentam variações de coloração, foram necessárias expedições de campo ao longo de quatro anos até a confirmação definitiva da identidade da nova espécie.

Os pesquisadores também analisaram o estado de conservação do cipó, que foi classificado como DD (Dados Deficientes), conforme os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza. A classificação indica a necessidade de novos estudos para avaliar o tamanho das populações e os possíveis riscos de extinção.

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Outro ponto que chama atenção é o fato de a espécie não ter sido registrada nas principais unidades de conservação de Santa Teresa. Para os cientistas, essa ausência sugere uma possível vulnerabilidade das populações naturais e reforça a urgência de ações de conservação e de novos levantamentos de campo na região serrana capixaba.

O artigo científico completo está disponível em: https://doi.org/10.5091/plecevo.172513

Fonte: INMA

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