Reflorestar impulsiona restauração ambiental e fortalece a produção sustentável no Espírito Santo
Publicado em 14/01/2026 às 14:42
Foto: Paulo Sena / SEAMA
O Espírito Santo tem avançado de forma consistente na gestão sustentável das paisagens rurais por meio do Programa Reflorestar, política pública coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama). Voltado à conservação e à recuperação da cobertura florestal, o programa coloca os produtores rurais no centro das ações de restauração ambiental e proteção dos recursos hídricos, conciliando produção, conservação e geração de renda.
Baseado no mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), o Reflorestar oferece apoio técnico e financeiro a proprietários rurais que destinam parte de suas áreas à preservação ou restauração ambiental. O programa também incentiva a adoção de sistemas produtivos sustentáveis, como os agroflorestais e silvipastoris. Somente em 2025, foram liberados cerca de R$ 11,8 milhões, beneficiando 570 propriedades rurais em diversas regiões do Estado.
Os resultados refletem impactos significativos no território rural capixaba. Em 2025, o programa contabilizou 1.174,37 hectares preservados e 1.083,32 hectares restaurados. As ações incluem restauração por plantio, regeneração natural, manejo florestal e implantação de sistemas produtivos sustentáveis, ampliando a função ambiental e econômica das propriedades e aumentando a resiliência das paisagens agrícolas.
Para o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni, a integração entre produção e conservação tem gerado benefícios concretos. “A integração entre produção sustentável e conservação não é apenas um ideal, é uma estratégia que está transformando vidas e economias rurais. Estamos vendo como o Reflorestar aumenta a resiliência das propriedades e melhora a oferta de água para toda a sociedade capixaba”, afirmou.
Rigoni destacou ainda a meta de ampliar o acesso ao PSA e consolidar modelos produtivos que potencializem os serviços ecossistêmicos em todo o Estado. Além dos impactos diretos nas propriedades rurais, o Reflorestar contribui de forma estratégica para a segurança hídrica capixaba. Estudos do Banco Mundial indicam que a restauração florestal em áreas rurais é fundamental para a proteção de nascentes, redução do assoreamento e melhoria da qualidade da água que abastece os centros urbanos, reduzindo custos de tratamento e de infraestrutura.
O programa também está alinhado a compromissos internacionais, como a Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas (2021–2030), que reconhece a Mata Atlântica como um dos biomas prioritários para ações de recuperação ambiental em escala global.
Segundo o coordenador do Programa Reflorestar, Gabriel Nunes, o engajamento dos produtores é um dos principais diferenciais da iniciativa. “A experiência mostra que, quando o produtor compreende os benefícios ambientais e produtivos da restauração, a adesão se torna mais qualificada e duradoura. O PSA atua como indutor de boas práticas, mas o sucesso do programa está diretamente ligado à capacidade técnica e ao compromisso dos beneficiários”, destacou.
Ao integrar conservação da biodiversidade, segurança hídrica e desenvolvimento rural sustentável, o Reflorestar se consolida como um dos maiores programas de pagamento por serviços ambientais do Brasil. A política pública demonstra que é possível enfrentar a degradação ambiental e os efeitos das mudanças climáticas a partir do fortalecimento do meio rural e da valorização do papel estratégico dos produtores na proteção dos ecossistemas.
Com a ampliação das ações e a continuidade dos investimentos, o Governo do Espírito Santo projeta expandir o alcance do programa, consolidando o Reflorestar como referência nacional e internacional em restauração florestal associada à produção sustentável e à geração de benefícios ambientais de longo prazo.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Seama