Reflorestar amplia proteção aos polinizadores e fortalece conservação da Mata Atlântica no Espírito Santo

Publicado em 28/05/2026 às 14:03

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Foto: Augusto Rosa

O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), vai ampliar as ações de conservação da biodiversidade por meio do Programa Reflorestar, que passa a incluir bonificação específica para produtores rurais que preservarem ou recuperarem áreas estratégicas para insetos polinizadores, como abelhas nativas, borboletas e mariposas.

A medida fortalece a proteção da Mata Atlântica capixaba e reconhece oficialmente a polinização como um serviço ecossistêmico essencial para a restauração florestal, segurança hídrica, produção agrícola e adaptação às mudanças climáticas.

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As áreas prioritárias foram definidas no âmbito do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Insetos Polinizadores (PANIP), coordenado pelo Centro Brasileiro para Conservação dos Insetos Polinizadores (CBC/ICMBio), a partir de análises que consideram ocorrência de espécies, risco de extinção, conectividade ambiental e fragmentação da paisagem.

No Espírito Santo, o levantamento identificou aproximadamente 834,5 mil hectares de áreas estratégicas para conservação de polinizadores, dos quais cerca de 562,7 mil hectares estão inseridos em áreas elegíveis ao Programa Reflorestar, alcançando aproximadamente 21.375 propriedades rurais potencialmente aptas à bonificação.

Os produtores rurais que aderirem ao programa e mantiverem ou restaurarem essas áreas poderão receber acréscimo de 20% no valor do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). O bônus é acumulativo às demais bonificações já previstas no Reflorestar para conservação de espécies ameaçadas e áreas prioritárias de restauração, podendo alcançar o teto máximo de 50% sobre o PSA de Longo Prazo contratado.

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Além da nova categoria voltada aos polinizadores, o Reflorestar já conta com bonificações específicas para áreas de ocorrência de fauna ameaçada de extinção. Nesses casos, produtores rurais podem receber acréscimos de 20%, 30% ou 40%, conforme o grau de ameaça da espécie e o nível de proteção existente no território.

As chamadas espécies-alvo são aquelas criticamente ameaçadas e sem estratégias formais de conservação, enquanto as espécies beneficiadas já contam com algum tipo de proteção governamental ou ocorrência registrada em unidades de conservação.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Victor Ricciardi, destacou que o Reflorestar consolida o Espírito Santo como referência nacional em políticas ambientais que unem conservação, produção rural e desenvolvimento sustentável.

“Estamos fortalecendo uma política pública que reconhece o produtor rural como protagonista da conservação da biodiversidade. O Reflorestar protege espécies ameaçadas, fortalece os polinizadores, amplia a restauração florestal e ainda gera renda para quem preserva. É uma estratégia moderna, baseada em ciência e alinhada aos desafios climáticos e ambientais do nosso tempo”, afirmou o secretário.

Estudos técnicos que embasam a nova bonificação apontam que cerca de 75% das culturas alimentares do mundo dependem, em algum grau, da polinização animal. No Espírito Santo, onde a cafeicultura é uma das principais atividades econômicas, a presença de polinizadores pode aumentar em até 30% a produtividade do café, além de melhorar a qualidade e uniformidade dos grãos.

A nota técnica elaborada pela Seama, Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também destaca que a conservação dos polinizadores fortalece a regeneração natural da Mata Atlântica, contribui para o fluxo genético das espécies vegetais e torna os ecossistemas mais resilientes diante das mudanças climáticas e da fragmentação florestal.

Espírito Santo lidera recuperação ambiental no Brasil

O fortalecimento do Programa Reflorestar também tem colocado o Espírito Santo em posição de destaque nacional na agenda ambiental.

Em 2025, o Estado conquistou o primeiro lugar no ranking nacional de recuperação de áreas degradadas, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP), alcançando nota máxima no pilar de Sustentabilidade Ambiental e assumindo a liderança entre os 27 estados brasileiros.

O resultado reflete políticas públicas estruturadas voltadas à restauração florestal, conservação hídrica e proteção da biodiversidade, com destaque para o Programa Reflorestar, referência nacional em recuperação ambiental em larga escala.

Somente em 2025, o programa já liberou cerca de R$ 9,7 milhões em aproximadamente 400 novos contratos, beneficiando diretamente 373 produtores rurais capixabas. Os resultados incluem ainda 871,69 hectares conservados e 747,18 hectares restaurados neste ano.

Desde sua criação, o Reflorestar já apoiou a restauração de aproximadamente 12,1 mil hectares e a conservação de cerca de 13,3 mil hectares em mais de 5.370 propriedades rurais, com investimentos superiores a R$ 100 milhões.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Seama

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