Prevenção e possíveis impactos da gripe aviária são debatidos na Assembleia Legislativa do ES

Publicado em 04/06/2025 às 08:59

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Foto: Giuliana Dias/Seag

As estratégias de prevenção e os potenciais efeitos da gripe aviária no Espírito Santo foram tema central da Reunião Ordinária da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa (Ales), realizada nesta terça-feira (3), no Plenário Dirceu Cardoso. O encontro reuniu autoridades, técnicos e representantes do setor produtivo.

Desde a confirmação do primeiro foco do vírus H5N1 em uma granja de reprodução no Rio Grande do Sul, em maio deste ano, o Espírito Santo entrou em estado de alerta. De acordo com a atualização mais recente da Plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgada no último domingo (1º), o país investiga 12 casos suspeitos — oito deles em Minas Gerais.

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As ações preventivas incluem recomendações simples, como manter as aves em galinheiros fechados com telas de até uma polegada, higienizar cochos com frequência, armazenar ração e água em locais protegidos de aves silvestres, fornecer água potável e realizar controle sistemático de pragas.

“Estamos preparados para enfrentar essa situação no Espírito Santo. Contamos com o Comitê Gestor de Enfrentamento à Influenza Aviária (CGIA), que reúne representantes da Seag, Sesa, Seama, Iema e Idaf, para garantir a biosseguridade das nossas granjas por meio de uma ação coordenada”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli.

Durante a reunião, a médica veterinária Carolina Covre, da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (AVES), apresentou dados atualizados sobre a avicultura capixaba e reforçou a importância da integração entre o setor produtivo e o poder público para impedir a entrada do vírus em unidades comerciais.

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Ela também detalhou o plano de contingência previsto para casos de confirmação da doença. O protocolo prevê a notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial (SVO), interdição da propriedade, coleta de amostras para análise e, em caso de confirmação, a adoção imediata de medidas de contenção.

O Espírito Santo já dispõe de estrutura técnica preparada para agir, se necessário. A Secretaria da Agricultura, em parceria com o Idaf e outras instituições, continua executando ações de vigilância e conscientização junto aos produtores, em alinhamento com o Ministério da Agricultura.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Seag

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