Banestes acompanha de perto quem transforma o turismo capixaba em negócio
Com presença nos 78 municípios do Espírito Santo, o banco mantém relacionamento próximo com empreendedores e oferece crédito para quem investe em restaurantes, pousadas, cafeterias, propriedades rurais e outras atividades ligadas ao turismo
Há mais de quatro décadas, quando o turismo ainda dava os primeiros passos na região de Pedra Azul, em Domingos Martins, Ozébio Peterle já começava a construir a história de um empreendimento que atravessaria gerações e que é tradicional nas montanhas capixabas.

Hoje, no comando do Restaurante Peterle, na entrada da Rota do Lagarto – importante estrada turística local -, ele testemunhou a transformação de uma região que antes dependia principalmente da agricultura e enfrentava dificuldades de acesso em um dos principais destinos turísticos das montanhas capixabas.
Desde então, muita coisa mudou. A infraestrutura regional foi fortalecida, o fluxo de turistas começou a crescer e novas pousadas e hotéis, cafeterias, sítios de agroturismo, restaurantes e diversos outros empreendimentos começaram a surgir. Representantes do setor se organizaram, deram as mãos e o desenvolvimento transformou a região em um dos principais destinos turísticos do Espírito Santo.

Nesse percurso, uma presença permaneceu constante e sempre perto dos empreendedores: a do Banestes. Ozébio revela que a conta da empresa dele foi aberta no banco em 1984, quando a instituição ainda funcionava em um pequeno estabelecimento da região. Para Ozébio, a proximidade com a instituição financeira fez diferença desde o começo.
“Você tendo um parceiro para você trabalhar, tudo é mais fácil. Além disso temos a vantagem que você não precisa se deslocar para longe, porque a agência sempre foi aqui perto”, afirma. Segundo ele, o relacionamento próximo com os funcionários e gerentes e a possibilidade de buscar recursos para movimentar o negócio fizeram parte da trajetória da empresa.
A experiência de Ozébio traduz uma característica que o Banestes procura manter em sua atuação: estar próximo de quem empreende, inclusive fora dos grandes centros. Com presença física nos 78 municípios capixabas, o banco possui atualmente 738 pontos de atendimento e atende cerca de 1,7 milhão de clientes. Para a instituição, essa capilaridade permite conhecer as características e necessidades de cada região e manter relacionamentos duradouros com clientes.
Uma história que começou antes do turismo
A relação de Ozébio com a região começou muito antes de ela se consolidar como destino turístico. Ele conta que a Rota do Lagarto era originalmente um caminho utilizado por tropeiros. A família acompanhou a transformação do trajeto até a abertura da estrada e, posteriormente, a melhoria do acesso que contribuiu para ampliar a circulação de visitantes.

Para Ozébio, o processo não se limitou ao próprio restaurante. A expansão de um empreendimento ajudou a criar um ambiente para que outros também pudessem surgir. “Não só a gente, né? Nós somos um dos primeiros aqui da região. Hoje, olha quanto empreendimento tem aqui na região”, afirma.
A percepção encontra eco na trajetória de outros empresários que acompanharam o crescimento do turismo nas montanhas. Hiltinho Passos, que atua no setor há 21 anos, chegou ao turismo praticamente no mesmo período em que a região começou a ganhar maior fluxo de visitantes. O Restaurante Passos, que começou com seis mesas e capacidade para cerca de 20 pessoas, hoje pode receber até 300 clientes simultaneamente em Pedra Azul.
“Com a pandemia a gente passou muito apertado e viu que o Banestes era parceiro de verdade”
Hiltinho Passos – Empreendedor
Ao longo dessa trajetória, o crédito também teve papel importante. Hiltinho mantém relacionamento com o Banestes e destaca especialmente o período da pandemia da Covid-19, quando enfrentou dificuldades justamente enquanto ampliava o restaurante. “Com a pandemia a gente passou muito apertado e viu que o Banestes era parceiro de verdade. O Banestes deu a mão e fez a gente passar por aquele período”, relata.

Para ele, a presença física do banco também representa proximidade com a realidade de quem vive e trabalha na região. “Eles também passam a conhecer a comunidade, eles têm esse conhecimento da comunidade, da realidade de cada um. Essa proximidade é muito importante para todos nós, para o desenvolvimento da região”, afirma.
Um empreendedor que acompanha a expansão do turismo
Uma trjetória que se confunde com uma parte da própria evolução recente do turismo capixaba é a do chef Ari Cardoso. Natural da Paraíba, ele chegou ao Espírito Santo em 2012, inicialmente a convite para conhecer o Estado. Bastaram três dias para decidir permanecer. O que o atraiu, segundo conta, foi a combinação entre natureza, cultura e, principalmente, a forma como encontrou o trabalho e o empreendedorismo espalhados pelas comunidades.

Com 33 anos de experiência na cozinha, Ari chegou ao Espírito Santo justamente em um momento de preparação para a Copa do Mundo de 2014. Antes de estabelecer seus próprios negócios, decidiu conhecer profundamente o território onde iria atuar. Percorreu 74 dos 78 municípios capixabas, permanecendo em algumas localidades durante dias para conhecer a história e a cultura de cada região.
A experiência acumulada resultou em uma atuação que ultrapassa a administração de um único estabelecimento. Em 2018, abriu a Casa Chef Ari e, ao longo dos anos, passou a atuar também como consultor de gastronomia, ajudando outros empresários, investidores e empreendedores a tirar projetos do papel. Segundo ele, já participou da montagem de mais de 70 empreendimentos, entre negócios de pequeno, médio e grande porte, ligados à gastronomia, turismo, hospitalidade e até à indústria.

Para ele, ainda há muito espaço para o setor avançar. “Eu posso lhe dizer que nós vamos explodir. O nosso turismo vai dar um salto gigantesco”, afirma. A mudança já aparece na rotina de seu próprio estabelecimento. Ari conta que recebe visitantes de diferentes partes do Brasil, incluindo turistas da Região Norte, Nordeste, Sul e de praticamente todos os Estados. O movimento, para ele, é um sinal de que as montanhas deixaram de ser um destino conhecido apenas regionalmente.
Banestes faz parte da trajetória de sucesso
É nesse ambiente de expansão que Ari descreve sua relação com o Banestes. “O empreendedor precisa de muito, não apenas recurso financeiro, mas muitas vezes apoio administrativo, direcionamento, enfim, uma série de processos para poder o negócio realmente dar certo”, afirma.
“O Banestes entra não apenas como um agente que dá o dinheiro e espera que você vai pagar, mas o Banestes vai muito além disso”
Ari Cardoso – Chef
Na avaliação do chef, é justamente nesse relacionamento que ele percebe um diferencial do Banco do Espírito Santo. “O Banestes entra não apenas como um agente que dá o dinheiro e espera que você vai pagar. Claro, isso aí faz parte do negócio, mas o Banestes vai muito além disso”, afirma.
Ari revelou que já contou com o banco em alguns de seus empreendimentos, mas destaca principalmente a forma como é atendido. Segundo ele, o relacionamento com os funcionários é marcado pela busca por soluções para as necessidades apresentadas pelo empreendedor. Hoje, além da Casa Chef Ari, sua atuação inclui negócios como Uliveto Cucina, Cardô Padoca, Ville du Vin Chef Ari, Levain Delivery e ainda o Gourmet Consult.
Turistas elogiam o turismo das montanhas capixabas

O desenvolvimento e a oferta de opções turísticas nas montanhas também são percebidos por quem chega de fora. Recentemente, o médico Marconi Gomes e a urbanista Janaína Amorim, de Belo Horizonte (MG), visitaram a região pela primeira vez junto com a filha Isabela. Eles destacaram a facilidade de acesso, a sinalização e a estrutura encontrada durante os passeios.
Marconi chamou atenção para as rotas turísticas e para a facilidade de chegar aos atrativos. Janaína também destacou as ruas pavimentadas, a sinalização e o cuidado observado nos espaços públicos e empreendimentos. “Dá vontade de voltar logo e falar com os amigos o que encontramos aqui”, afirmou. O casal, que conhece outras regiões de montanha em Minas Gerais, disse ter ficado especialmente encantado com as montanhas capixabas. A percepção dos visitantes ajuda a dimensionar o mercado que se apresenta aos empreendedores. Mais turistas significam também novas oportunidades para quem oferece hospedagem, alimentação, experiências, produtos e serviços.
Da agricultura ao turismo na Rota do Carmo

A transformação do turismo nas montanhas também pode ser percebida em propriedades que, durante gerações, tiveram a agricultura como principal atividade. Na Rota do Carmo, em Pedra Azul, Wagner Uliana viveu essa mudança de perto.
Morador da comunidade há 44 anos e integrante de uma família de origem italiana que está na região há gerações, Wagner cresceu em uma propriedade onde se plantavam morango, tomate e outros produtos agrícolas. O turismo e o café especial só passaram a fazer parte de sua atividade profissional muitos anos depois.
Hoje, ele trabalha com turismo e café especial há quase duas décadas e mantém a cafeteria Contos do Ninho. Para ele, o crescimento vivido na região nos últimos anos não se restringiu aos empreendimentos diretamente ligados ao turismo. A circulação maior de pessoas também beneficiou produtores rurais e outras atividades da comunidade.
A percepção de Wagner ajuda a dimensionar uma característica do turismo nas montanhas: o desenvolvimento de um destino movimenta uma cadeia que vai muito além do estabelecimento visitado pelo turista. Restaurantes, cafeterias, hotéis, propriedades rurais e produtores passam a fazer parte de uma mesma dinâmica econômica.
Na Rota do Carmo, Wagner resume a transformação vivida pela comunidade como a passagem de uma realidade em que o turismo era praticamente inexistente para um cenário em que a chegada de visitantes já faz parte da rotina. “Hoje é uma realidade que a gente vive aqui que não tem palavras para descrever”, afirma.
Do agroturismo ao fortalecimento da família

A trajetória de Roque Pin, fundador da tradicional Pousada Águas de Pinon, localizada na comunidade de Carolina, em Alfredo Chaves, representa outro capítulo dessa transformação do turismo capixaba. Depois de trabalhar na agricultura, ele decidiu investir no agroturismo. Há cerca de 31 anos, começou a receber visitantes em sua propriedade, quando o acesso ainda era difícil e a chegada dependia das condições da estrada.
“Eu comecei com o Banestes e eu sempre tive aquela amizade com eles. Então eu nunca mais saí do banco”
Roque Pin – Fundador da Pousada Águas de Pinon
Com a melhoria do acesso, o fluxo de turistas aumentou, e novos investimentos passaram a se necessários para acomodar os visitantes na pousada e para ampliar o restaurante, que é referência na região. A história de Roque com o Banestes, porém, é ainda mais antiga. São mais de 50 anos de relacionamento com a instituição, iniciado quando ele ainda trabalhava com a compra de bananas.
“Eu comecei com o Banestes e eu sempre tive aquela amizade com eles. Então eu nunca mais saí do banco”, conta. Ao longo dos anos, a instituição também acompanhou a transformação da atividade da família. Quando precisava de apoio, Roque recorria ao Banestes. “A gente pedia e eles colaboravam com a gente”, relata.
Hoje, os negócios estão também nas mãos dos filhos. A relação construída durante décadas, portanto, atravessou diferentes fases da família e do empreendimento. Hoje, a região é destaque no turismo capixaba. Alfredo Chaves possui inúmeras cachoeiras, pousadas, restaurantes e atividades voltadas a atender a quem procura a região para passeios.
Crédito para quem transforma oportunidade em negócio
As histórias de Ozébio, Hiltinho, Ari, Wagner e Roque ajudam a mostrar por que o crédito pode ser um componente importante do desenvolvimento de destinos turísticos. O setor é formado por uma grande diversidade de negócios, muitos deles pequenos empreendimentos familiares que precisam de recursos para começar, manter suas atividades ou crescer. A presença física do banco em todos os municípios capixabas facilita esse apoio a quem quer investir.

E pensando nos diferentes perfis de empreendedores, o superintendente de crédito do Banestes, Leonardo de Oliveira Boa, destacou que o portfólio de soluções disponíveis atende a empresas de diferentes portes e segmentos, inclusive aquelas ligadas à cadeia do turismo. Entre as alternativas estão o Microcrédito Banestes, por meio do Programa Nossocrédito, o Capital de Giro e o Crédito para Investimentos, além de linhas com recursos do BNDES. “A solução mais adequada depende do porte da empresa, da finalidade do crédito e da análise de cada operação”, lembra.
O Nossocrédito é uma das principais iniciativas voltadas aos pequenos empreendedores. Em mais de duas décadas, o programa já ultrapassou R$ 1 bilhão concedido em mais de 170 mil operações. A atuação inclui microcrédito orientado, com taxas menores e prazos diferenciados.
“O Nossocrédito é uma importante alternativa para microempreendedores, inclusive para aqueles que atuam em atividades relacionadas ao turismo e que se enquadrem nas condições do programa. Ele é realizado em parceria entre o Governo do Estado, prefeituras dos municípios capixabas, Banestes, Sebrae e Aderes”, explicou o superintendente.
Em regiões turísticas, esse tipo de financiamento pode alcançar uma cadeia bastante ampla: pousadas, restaurantes, cafés, propriedades de agroturismo, pequenos negócios rurais, lojas de produtos artesanais e empresas que oferecem experiências e serviços aos visitantes.
À medida que um destino passa a receber mais visitantes, aumenta também a demanda por serviços. Para aproveitar esse movimento, os empreendedores precisam investir em estrutura, equipamentos, atendimento e capacidade de operação. Nesse ponto, ter uma instituição bancária como parceira é importante e fundamental para o crescimento dos negócios.
“Esse é um dos nossos principais diferenciais, que é a proximidade com o empreendedor capixaba, combinando uma ampla rede de atendimento com canais digitais e um portfólio diversificado de soluções financeiras. Essa presença permite atender desde o pequeno empreendedor até empresas com necessidades mais estruturadas de capital de giro e investimento”, afirmou Leonardo de Oliveira Boa.
Esta é a primeira de uma série de quatro reportagens produzidas pelos portais Montanhas Capixabas e Negócio Rural para mostrar como o Banestes contribui para o desenvolvimento do Espírito Santo ao longo de seus 89 anos. Ao longo da série, histórias de produtores, empreendedores e moradores revelam como os serviços e o apoio do banco contribuíram para a melhoria da vida de famílias e para o crescimento econômico de negócios e de regiões capixabas.