Polícia Militar orienta moradores a não contratarem ronda comunitária em Domingos Martins

Publicado em 21/03/2018 às 12:30

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Se você é morador da sede de Domingos Martins, deve ter reparado, nas últimas semanas, uma espécie de ronda comunitária motorizada, na qual dois homens, em uma moto, com sirenes de alerta, estão percorrendo algumas ruas, principalmente nos bairros Parque dos Nobres, Parque Alpina e Centro, ao longo da madrugada.

Muitos leitores enviaram questionamentos ao portal Montanhas Capixabas, acerca da empresa responsável por esses serviços, e sobre o pagamento. Além disso, outro ponto levantado pelos leitores seria se essa empresa tem ou não aval, tanto da Polícia Militar, quanto da Polícia Civil, para exercer esta atividade.

Para tirar todas essas dúvidas, a equipe do portal Montanhas Capixabas entrou em contato com um dos responsáveis pela empresa, a LSS Vigilância e Monitoramento LTDA, Leandro Silva, que disse ter o aval da Polícia Militar (PM), o que foi negado pelo comandante da PM do município, o major Cristelo.

O representante da empresa explicou o serviço. “Primeiramente, nós fomos ao batalhão com o advogado da nossa empresa e conversamos com o comandante. Deixamos os dados da empresa com o major e esse monitoramento acontece no Estado todo. Temos o aval da Polícia Militar, já está assinado, tudo certinho. O major está com todos os nossos dados certinhos, se o senhor quiser confirmar”, conta o responsável pela empresa.

Segundo Leandro, a empresa tem sede em Colatina e atende também em outros municípios. Ele também explica como funciona o trabalho durante as noites. “Nós começamos a fazer esse trabalho das 21h30 até às 5 horas da manhã. A nossa equipe fica passando na porta do cliente que tem contrato com a gente de meia em meia hora. Os clientes podem chegar em casa com mais segurança, às vezes se um morador precisar guardar um carro mais à noite, ele liga e nós damos o apoio, chega alguém da escola e nós acompanhamos também”, detalha ele.

Sobre a taxa de cobrança do serviço, Leandro conta qual é o valor que é oferecido aos clientes. “É uma taxa de R$ 50 por mês que a gente cobra de quem quiser contribuir com o nosso trabalho”, disse o responsável pela empresa.

Perguntado sobre como é ação da equipe em uma situação de assalto a uma residência de um dos clientes, ele conta como funciona o trabalho. “A gente, primeiramente, liga para a nossa equipe e depois aciona o serviço de apoio. Nosso trabalho é preventivo e não andamos armados. Temos o giroflex na moto, sirene, mas não andamos armados”, detalha Leandro.

Sobre a divulgação, ele conta que ela vem acontecendo nas casas dos moradores. “A gente está indo de porta em porta divulgando o trabalho e conversando com o pessoal, fazendo a nossa proposta, identificando tudo certinho para ver quem vai concordar com o nosso trabalho e tem interesse. Não é obrigado, só quem quiser”, explica o responsável pela LSS Vigilância e Monitoramento LTDA.

Sobre a abordagem para a aquisição ou não do serviço, ele ressalta como ela é feita. “Nós chegamos à casa dos moradores para conversar e explicar. Em nenhum momento, a gente obriga a pessoa a fazer o cadastro, isso é conversado e tem um contrato. Temos tudo, tanto verbal, quanto em papel para entregar para os nossos clientes. Nós estamos ‘pegando’ várias cidades como Domingos Martins, Venda nova do Imigrante, Marechal Floriano e Castelo. Essas são as cidades que começamos. A gente escolheu essa região por ser muito boa e por ainda não ter esse tipo de trabalho”, finaliza Leandro.

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Polícia Militar não indica a contratação do serviço

Procurado pela reportagem, o comandante da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar de Domingos Martins e Marechal Floriano, o major Cristelo, disse que não autorizou nenhuma empresa a prestar esse tipo de serviço e orienta que os moradores não contratem o serviço.

Segundo Cristelo, os representantes da empresa o procuraram em 2017, e ele explicou, na ocasião, que a Polícia Militar de Domingos Martins não teria autonomia para autorizar qualquer serviço de ronda comunitária e garante que a região não precisa deste serviço.

“Estamos sabendo que eles começaram a usar o serviço vinculando o nome das polícias Civil e Militar, e isso não pode acontecer, porque o comando da Polícia Civil, da Polícia Militar e eu, pessoalmente, não temos nenhum envolvimento com esse serviço”, disse Cristelo.

Ele também destaca que não vê necessidade deste tipo de trabalho na região. “Não acredito que seja necessário para Domingos Martins e região esse tipo de serviço. Devido ao baixo índice de criminalidade que temos na região, tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil conseguem garantir a segurança dos munícipes de Domingos Martins e também Marechal Floriano”, ressalta o major.

Denúncias

O major Cristelo também lembra que, se alguém foi procurado por essa empresa e ela estava utilizando tanto seu nome, como o das polícias Civil e Militar, essa pessoa pode procurar a delegacia da Polícia Civil de Domingos Martins, no Centro da cidade, ou a Sede da 6ª Cia da Polícia Militar de Domingos Martins, localizada na rodoviária do município, e informar sobre como foi abordado.

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