Pesquisa que usa plasma sanguíneo contra Covid-19 é testada no Brasil

Publicado em 11/06/2020 às 15:54

Compartilhe

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) investe R$ 5 milhões em uma pesquisa científica sobre um novo método de combate à Covid-19: usar o sangue de pessoas curadas para tratar pacientes que ainda estão doentes. O estudo está em fase de testes clínicos e 10 pacientes já recebem o tratamento com o uso de plasma sanguíneo. Agora, os pesquisadores monitoram se o método vai gerar o resultado esperado.

“O plasma, que é a parte líquida do sangue, é rico em anticorpos. A pessoa que teve a Covid vai desenvolver esses anticorpos contra o vírus. A gente colhe esse plasma de doadores que vem ao banco de sangue, que já tiveram o coronavírus, mas não têm nenhum sintoma há mais de 14 dias e pode ser um doador”, explica o chefe da divisão de Hematologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e presidente do Hemocentro de São Paulo, Vanderson Rocha.

No total, 120 pacientes devem participar do estudo, incluindo o chamado “grupo controle”, que recebe somente o tratamento habitual, para que seja possível comparar os resultados e avaliar a dosagem que deve ser adotada por hospitais. Um grupo vai receber 200 mL de plasma sanguíneo, enquanto o outro recebe o dobro dessa quantidade. Os pacientes serão acompanhados por 28 dias. Além de combater o vírus, a transfusão de plasma tem efeito anti-inflamatório, o que pode auxiliar no tratamento de pacientes em estágios mais graves da doença.

Além do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, também fazem parte da pesquisa o Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp), o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Israelita Albert Einstein.

Para que pudesse ser executada, a pesquisa obteve a aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão que autoriza a realização de testes em seres humanos no Brasil.

RedeVírus – Essa pesquisa é uma daquelas que tem apoio do governo federal para fortalecer a rede pública de saúde na luta contra o coronavírus. No total, o MCTIC vai aplicar R$ 352,8 milhões no apoio a projetos científicos que possam ajudar a combater a pandemia. Desse valor, R$ 20 milhões são destinados para Rede Viroses Emergentes (RedeVírus MCTIC).

“A RedeVirus do MCTIC foi criada em fevereiro com pessoas da área de ciência e tecnologia para que ajudasse o ministério a pensar as estratégias para o enfrentamento à Covid, utilizando a ciência. As estratégias traçadas foram o desenvolvimento de vacinas, o desenvolvimento diagnóstico e o tratamento e medicamentos”, explica o secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas (Sefae), Marcelo Morales.

Na área de testagem, por exemplo, o Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da UFMG atua no desenvolvimento de um novo método para aumentar a oferta de testes rápidos. Ele é baseado no chamado “método Elisa”, que detecta a presença de anticorpos contra o novo coronavírus.

 

Veja também

ministerio do saude anuncia parceria

Ministério da Saúde assina parcerias na Índia para produção de medicamentos contra o câncer no SUS

back-view-woman-holding-credit-card-floor

Mais de 76 mil capixabas saem da inadimplência em janeiro

view-hands-with-heart-shape-represent-affection 5

Atividade física e saúde do coração: por que se movimentar é essencial

foto nova 6y53g5ty

Olivas de Gramado promove 2º Festival do Azeite com experiências imersivas na Serra Gaúcha

Senior african american woman in face mask receiving vaccination. retirement and senior lifestyle during covid 19 pandemic concept.

Espírito Santo recebe primeiras doses da vacina nacional contra a dengue do Instituto Butantan

secom

Estado reforça parcerias e anuncia novos investimentos em Vila Pavão nas áreas de saúde, educação e infraestrutura

45_donald_trump-the-whinte-house-1024x1024-1-1-1

Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump

55104351798_4398a33af6_o

Lula defende que IA fique a cargo de instituição multilateral