Operação nacional apreende mais de 82 toneladas de produtos irregulares ligados à produção de café
Publicado em 01/06/2026 às 08:47
Foto: Divulgação /Mapa
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e com os órgãos de defesa do consumidor (Procons), realizou entre os dias 25 e 28 de maio uma operação nacional de fiscalização voltada ao combate da produção, distribuição e comercialização de café torrado com indícios de irregularidades.
A ação integrada reuniu equipes de órgãos federais, estaduais e municipais, fortalecendo as atividades de inspeção de produtos de origem vegetal já desenvolvidas pelo Mapa e as fiscalizações rotineiras dos Procons. As operações ocorreram nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná e Espírito Santo, além do Distrito Federal.
Ao todo, foram realizadas 84 fiscalizações, que resultaram na interdição de 19 estabelecimentos — o equivalente a 32,8% dos locais inspecionados. Também foram apreendidos mais de 82 mil quilos de produtos, incluindo 5.944 quilos de café torrado e moído e 76.070 quilos de matérias-primas utilizadas na fabricação do produto.
Além das inspeções em indústrias do setor cafeeiro conduzidas pelo Mapa, os Procons estaduais e municipais promoveram ações em supermercados dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O objetivo foi proteger os consumidores e retirar do mercado produtos com suspeita de adulteração ou outras irregularidades.
Segundo o Ministério da Agricultura, os itens apreendidos não representam a qualidade do café brasileiro, reconhecido nacional e internacionalmente. As irregularidades identificadas envolvem produtos fora dos padrões exigidos, que podem causar prejuízos aos consumidores e afetar a credibilidade e a competitividade da cadeia produtiva do café.
A operação foi resultado de um trabalho contínuo de monitoramento do mercado e contou com o apoio técnico da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), além de informações obtidas por meio de denúncias registradas na plataforma Fala.BR.