O mercado financeiro estima que a inflação alcançará 5,08% neste ano

Publicado em 20/01/2025 às 10:34

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Brazilian banknotes. 50 and 100 reais notes on wood. Selective focus.

Foto: Freepik

De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, a estimativa para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu para 5,08%, em comparação aos 5% projetados na semana anterior. Já o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma dos bens e serviços produzidos no país, deve encerrar 2025 com crescimento de 2,04%, levemente acima dos 2,02% da semana passada.

A pesquisa Focus é conduzida com economistas do mercado financeiro e publicada semanalmente pelo Banco Central. Para 2026, o boletim prevê um crescimento do PIB de 1,77%. Já para 2027 e 2028, a economia deve registrar uma expansão de 2% em ambos os anos.

No que diz respeito à inflação, a projeção para 2026 é de 4,10%, acima dos 4,05% projetados na semana anterior. Para 2027, a estimativa é de um IPCA de 3,9%, enquanto para 2028, a previsão é de 3,58%.

No ano passado, o IPCA, que mede a variação no custo de vida de famílias com renda de até 40 salários mínimos, encerrou em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%.

Taxa de Juros
A taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 15% para 2025, conforme a projeção da semana anterior. Há quatro semanas, essa estimativa era de 14,75%. Para 2026, o mercado prevê uma Selic de 12,25%, um pequeno aumento em relação aos 12% projetados anteriormente. Já para 2027 e 2028, a expectativa é que a taxa fique em 10,25% e 10%, respectivamente.

O Banco Central utiliza a Selic como principal ferramenta para alcançar a meta de inflação. Atualmente, a taxa está definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). No final do ano passado, o colegiado elevou a Selic em 1 ponto percentual, justificando a decisão como uma resposta à reação do mercado ao pacote fiscal do governo federal, que tornou o cenário inflacionário mais desafiador, exigindo uma política monetária “ainda mais contracionista”.

Segundo o Copom, o cenário adverso para a convergência da inflação à meta de 3% em 2025, com intervalo de tolerância de 1,5% (variando entre 1,5% e 4,5%), pode demandar novos aumentos de 1 ponto percentual na Selic nas próximas reuniões do comitê, previstas para os dias 28 e 29 de janeiro e 18 e 19 de março.

Câmbio
A projeção para o câmbio em 2025 foi mantida em R$ 6,00. Para o final de 2026, espera-se que a cotação do dólar permaneça no mesmo patamar. Já em 2027, o câmbio deve recuar para R$ 5,92, enquanto, para 2028, a estimativa é de R$ 5,99.

Fonte: Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

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