Nova variedade de cebola se destaca pela produtividade e conservação pós-colheita
Publicado em 02/06/2026 às 10:02
Foto: Magnific
A Embrapa, em parceria com a empresa de sementes Agrocinco, desenvolveu a BRS Belatriz 239, um híbrido de cebola indicado para cultivo durante a primavera e o verão nas principais regiões produtoras do Brasil. A cultivar foi criada para atender às condições de dias longos, quentes e úmidos, características predominantes nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, reunindo elevada produtividade, resistência a doenças e tolerância a pragas.
Voltada para o segmento de cebolas amarelas precoces destinadas ao consumo fresco, a BRS Belatriz 239 se destaca pela estabilidade produtiva e pela boa adaptação às condições climáticas adversas do verão. O híbrido apresenta alta produtividade de bulbos comerciais, além de excelente padronização, com predominância de bulbos enquadrados nas classes 3 e 4.
Entre os diferenciais da cultivar estão a uniformidade de maturação e colheita, resistência à bulbificação precoce em altas temperaturas e proteção contra importantes doenças, como a queima foliar causada por Xanthomonas, a mancha-púrpura e a antracnose. O material também possui tolerância aos nematoides-das-galhas e resistência moderada à raiz-rosada.
A recomendação de cultivo contempla os principais polos produtores de cebola do Planalto Central, abrangendo o Distrito Federal e Goiás, além das regiões de Campinas e da macro-metropolitana paulista, em São Paulo. As áreas indicadas situam-se entre as latitudes de 13° e 23° e altitudes de 700 a 1.200 metros.
A população ideal varia entre 500 mil e 700 mil plantas por hectare, utilizando sistemas de produção tecnificados já adotados pelos produtores dessas regiões.
Outro destaque da BRS Belatriz 239 é a precocidade. O ciclo de cultivo permite colheitas entre 120 e 130 dias após o plantio, que deve ocorrer entre meados de novembro e o final de janeiro. Os bulbos apresentam teor médio de matéria seca de 10% e elevada pungência, superior a 6 micromol de ácido pirúvico por grama de massa fresca, além de boa capacidade de conservação pós-colheita.
A nova cultivar integra o conjunto de soluções tecnológicas desenvolvidas pela Embrapa em parceria com instituições do setor, buscando ampliar a competitividade e a sustentabilidade da produção de cebola no Brasil.
Fonte: Embrapa