Morre cadela resgatada em sofrimento e CPI vai pedir pena máxima à tutora

Publicado em 03/12/2021 às 11:02

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Texto: Assessoria deputada Janete de Sá / Fotos: Divulgação

A CPI dos Maus-Tratos Contra os Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, presidida pela deputada estadual Janete de Sá, realizou uma audiência para apurar dois casos de maus-tratos ocorridos nos municípios de Viana e Serra. A audiência ocorreu na tarde desta quarta-feira (1º).

Foram convocados a prestar depoimento um motorista de aplicativo de 36 anos, tutor da cadela Camila Pitanga e uma auxiliar de cozinha de 44 anos, tutora da cadela Sofia.

Câmeras flagraram o motorista de aplicativo abandonando a cadela no bairro Pitanga. O animal ficou sem água e sem comida até ser resgatado no dia seguinte. Ao ser interrogado pela deputada Janete, o tutor confirmou que abandonou o animal e alegou que a cadela estava com ele há 15 dias e não teria se adaptado à família, inclusive rosnando para o filho, um menino de seis anos.

A cadela Camila foi levada ao plenário e em nenhum momento estranhou as pessoas no recinto, contrariando a fala do depoente. A pedido da presidente da CPI, a gerente de bem-estar animal da prefeitura da Serra, Milagros Campos, vai encaminhar o material da ocorrência para a delegacia de meio ambiente apurar o abandono da cadela, que configura crime de maus-tratos.

O outro caso em pauta na CPI foi o abandono da cadela Sofia, ocorrido no último dia 9, no município de Viana. A CPI, motivada por denúncias, esteve na residência da auxiliar de cozinha e encontrou a cadela em situação de sofrimento, infestada de carrapatos e pulgas, com a mandíbula quebrada, desnutrida, desidratada e com infecção na boca.

A cadela foi retirada da situação de maus-tratos e levada para atendimento veterinário. Apesar de todo esforço da CPI e dos veterinários a cadela Sofia não resistiu e morreu quatro dias após o resgate. A tutora foi levada para a delegacia e autuada em flagrante. Ela foi solta na audiência de custódia.

Em depoimento à CPI, ela alegou que ama animais e que tinha a Sofia há cinco anos. Fabrícia disse que o animal ficou doente na pandemia e como ela estava desempregada, teve que ela mesma cuidar do animal, uma vez que não tinha dinheiro para levá-lo ao veterinário.

As declarações da tutora não convenceram a presidente da CPI, a deputada Janete de Sá, que afirmou que vai pedir celeridade e pena máxima para ela no Ministério Público Estadual. Maus-tratos de cães e gatos é crime previsto em Lei, com pena que varia de 2 a 5 anos de prisão, além de multa e proibição de guarda de novos animais.

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