Marechal Floriano recebe pesquisadores de outros Estados

Publicado em 08/09/2020 às 16:52

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A Reserva Particular de Proteção Natural (RPPN) situada na localidade de Rio Fundo, na localidade de mesmo nome, no município de Marechal Floriano, na Região Serrana do Estado, recebeu as visitas de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e também do Museu Paraense Emílio Goeldi, instituição pública fundada em 1866, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Governo Federal.

Marechal Floriano recebe pesquisadores de outros Estados 2Os estudiosos vieram a partir de um convite feito pelo proprietário da RPPN Rio Fundo, o sociólogo norte-americano e professor aposentado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Jaime Roy Doxsey, que ficou muito feliz com a visita dos acadêmicos. “Penso na Reserva para visitação científica. Já recebi dois pesquisadores no ano passado. O levantamento serve para documentar a diversidade da floresta e ajuda no planejamento do espaço que nós temos” observou Jaime.

O Doutor em Zoologia, o alemão Arthur Anker, um dos participantes do grupo, disse que a ideia de visitar o bioma Mata Atlântica partiu de um projeto chamado “Expedição para algum lugar”, que tem como objetivo buscar mais conhecimento em relação às diversidades da fauna brasileira e mundial, assim como, colaborar com o desenvolvimento da pesquisa científica no Brasil.

“Nós estamos aqui com cientistas que estudam aranhas, moscas e escorpiões. Vimos aqui na floresta uma variedade muito interessante desses insetos, alguns nunca vistos antes. E a nossa intenção também é de colaborar com a reconstrução do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, que perdeu quase todas as amostras de insetos no incêndio de 2018”, relatou Arthur.

O Mestre em Biodiversidade e Evolução, o colombiano Fabian García Oviedo, que trabalha no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, na capital paraense e também participante da expedição disse que se sentia em casa, pois o clima e as florestas o lembravam muito a Colômbia. Ele também falou sobre a sensação de preservação que teve ao conhecer parte da Região Serrana do Espírito Santo.

“Pesquisando imagens aéreas da Região Serrana do Espírito Santo, a gente achou até que há uma boa preservação, se compararmos com o Estado do Rio de Janeiro, por exemplo. É claro que nós vimos muitos “buracos” nessas fotos também, mas como um todo, o Espírito Santo em relação às matas, ainda está de certa forma preservado, mas pode melhorar muito”, afirmou Fabian.

Confira algumas fotos das espécies encontradas na RPPN:

Marechal Floriano recebe pesquisadores de outros Estados

Falta de investimento em Educação

Os graduandos em Ciências Biológicas, também pela UFG, Marcelo Lovato e Paulo César da Silva, ficaram encantados com a Região Serrana, mas reclamaram da falta de investimento em pesquisa científica no Brasil. Segundo os universitários, o Brasil precisa voltar a investir em bolsas científicas, para que sejam criados novos estudos e que isso de alguma forma possa retornar como benefício à sociedade.

“No Brasil quando há uma crise, a primeira verba a ser cortada é a da Educação. Estamos aqui no Espírito Santo praticamente com o dinheiro do nosso bolso. A gente ama o que faz, mas como um país pode melhorar seu sistema educacional e cultural se não há verba direcionada à pesquisa científica?”, questionou Marcelo.

Os pesquisadores permaneceram por cerca de seis dias na RPPN e o próximo destino ainda não havia sido definido pelos pesquisadores. Devido à falta de recursos econômicos, a decisão de para aonde será a próxima expedição ficou sem rumo e sem resposta, por enquanto.

 

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