Líder da oposição declara que a democracia da Coreia do Sul enfrenta seu “momento mais crítico”

Publicado em 06/12/2024 às 09:44

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Foto: Freepik

A democracia da Coreia do Sul atravessa seu “momento mais crítico”, com a iminente votação do impeachment do presidente e o risco de uma nova tentativa de lei marcial, afirmou Lee Jae-myung, líder da oposição, à agência AFP.

Lee destacou que as horas que antecedem a votação, marcada para este sábado (7), são extremamente sensíveis, chamando a atenção para o fato de que “esta noite será o momento mais crítico”. Ele também mencionou que os parlamentares planejam permanecer no plenário até o fim da votação.

A votação ocorrerá às 19h, no horário local (7h em Brasília), quase quatro dias após o presidente Yoon Suk Yeol ter decretado a lei marcial, uma medida que surpreendeu tanto os sul-coreanos quanto a comunidade internacional. Seis horas depois do anúncio, o presidente recuou, pressionado pela Assembleia Nacional, onde a oposição possui maioria, e pelas manifestações nas ruas.

Apesar do retrocesso, Lee Jae-myung acredita que o país ainda está vulnerável a uma nova tentativa de lei marcial. “Embora as pessoas acreditem que o Exército e a polícia hesitariam em apoiar uma segunda tentativa, Yoon poderia explorar brechas legais para agir novamente”, alertou o líder opositor.

A imposição da lei marcial, que implicava o fechamento de instituições, a suspensão da vida política e o controle militar da mídia, foi a primeira no país em mais de 40 anos, desde que foi decretada em 1980 após o golpe militar de 1979. No entanto, o ministro interino da Defesa assegurou que esse cenário não se repetirá.

O Partido Democrata de Lee, maior força de oposição ao Partido do Poder Popular (PPP) de Yoon, orientou seus 170 deputados a permanecerem no plenário até a votação de sábado, a fim de evitar a repetição dos eventos ocorridos na terça-feira. Lee também fez um apelo de renúncia ao presidente, afirmando: “Vamos acabar juntos com esta situação lamentável” e ressaltando que “a cada minuto que permanece no cargo, sua culpa e responsabilidade aumentam”.

A oposição precisará do apoio de apenas oito membros do partido governista para atingir a maioria de dois terços necessária, ou seja, 200 votos, a fim de aprovar o impeachment.

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