Iema intensifica combate ao coral-sol em Guarapari e já remove quase 3 mil colônias invasoras
Publicado em 28/04/2026 às 15:15
Foto: Iema
O Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) mantém o trabalho contínuo de monitoramento e controle do coral-sol nas ilhas de Guarapari, com resultados expressivos já nas primeiras etapas das ações. Até o dia 17 de abril, foram realizadas 13 das 22 expedições previstas, com a retirada de 2.952 colônias da espécie invasora, totalizando 66,7 quilos de material removido do ambiente marinho.
Na região, foram identificadas as duas espécies de coral-sol — Tubastrea tagusensis e Tubastrea coccinea — sendo esta última a mais frequente nas áreas monitoradas até o momento. O objetivo da iniciativa é conter a dispersão dessas espécies exóticas invasoras, que competem com organismos nativos e causam impactos negativos à biodiversidade marinha.
Cada expedição envolve dois mergulhos, somando, até agora, 26 operações subaquáticas. Em cada mergulho, oito mergulhadores atuam em duplas, com funções complementares para garantir eficiência e segurança. Enquanto um profissional realiza a remoção das colônias, o outro é responsável pelo isolamento imediato do material retirado, utilizando sacos plásticos ou de tecido com malha de 50 micras, evitando a dispersão de larvas. Também é feito o registro fotográfico do “antes” e “depois” das áreas trabalhadas.
Esse cuidado é essencial, já que as colônias podem liberar larvas (plânulas) em resposta ao estresse da remoção. Após a retirada, o material é transportado até a embarcação em sacolas drenantes e armazenado em bombonas.
Triagem e controle
Ao fim de cada expedição, as colônias são encaminhadas para a sede do Parque Estadual Paulo César Vinha (PEPCV), onde passam por triagem detalhada. Nessa etapa, são identificadas as espécies, contabilizado o número de pólipos e feita a classificação por tamanho, que varia da classe A (até 1 cm) à classe F (acima de 15 cm), além da pesagem total do material coletado.
A estratégia de controle também prioriza a remoção de colônias em estágio inicial de desenvolvimento. Essa abordagem é fundamental para a detecção precoce e para reduzir o potencial de expansão do coral-sol nos ambientes naturais.
“O controle do coral-sol exige um trabalho contínuo, técnico e cuidadoso. Não se trata apenas de retirar as colônias maiores, mas de atuar também na identificação e remoção das estruturas ainda iniciais. A metodologia que utilizamos, com o isolamento imediato das colônias, é essencial para evitar a dispersão das larvas e garantir maior efetividade no controle da espécie. Cada expedição representa um avanço importante na proteção dos nossos ecossistemas marinhos”, destacou a servidora do Iema, Sandra Ribeiro.
A ação de extração do coral-sol é realizada por meio de conversão de condicionante ambiental, via Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA 001/2026).
Fonte: Assessoria de Comunicação do Iema/ Texto: Victor Mattedi
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