Horário de verão não será retomado em 2024, decide governo; avaliação para 2025 será feita

Publicado em 16/10/2024 às 17:16

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horário de verão

Foto: ChatGPT

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (16), que o horário de verão não será reinstaurado neste ano. A decisão foi tomada em uma reunião liderada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, com a participação de outros membros do governo.

A proposta de reintroduzir o horário de verão foi fortemente recomendada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em setembro, com o objetivo de aliviar o fornecimento de energia devido à severa estiagem no país. Contudo, com o retorno das chuvas, a proposta perdeu relevância e será reavaliada nos próximos meses, visando uma possível volta em 2025.

“Nós, na última reunião com o ONS, chegamos à conclusão de que não há necessidade de implementar o horário de verão neste verão”, afirmou Silveira. Ele ressaltou que a segurança energética está “assegurada”, com um restabelecimento hídrico ainda modesto no país. “Após o verão, teremos condições de avaliar a possibilidade de retornar a essa política em 2025”, acrescentou.

Debate adiado para 2025

Silveira enfatizou que o horário de verão deve ser constantemente considerado e não pode ser uma avaliação meramente dogmática ou política. “É uma política que tem tanto impactos positivos quanto negativos no setor elétrico e na economia, e deve sempre ser reavaliada pelo governo federal”, disse.

O ministro já havia mencionado que o período mais adequado para a reinstauração do horário de verão seria entre 15 de outubro e 30 de novembro. O presidente Lula também afirmou que qualquer mudança nos relógios ocorreria apenas após o segundo turno das eleições, previsto para 27 de outubro.

Para justificar sua decisão, a pasta de Silveira solicitou ao ONS estudos sobre alternativas que compensariam a economia esperada de R$ 400 milhões com o horário diferenciado, como a busca por termelétricas mais baratas e a ampliação do uso das linhas de transmissão de Itaipu.

De acordo com o ONS, o horário de verão melhora o aproveitamento das energias solar e eólica e pode reduzir a demanda máxima em até 2,9%. Desde sua criação em 1985, o objetivo do horário de verão tem sido promover economia de energia ao maximizar o uso da luz natural. Em 2019, a medida foi suspensa, justificando-se que a mudança de comportamento da sociedade a tornara ineficaz.

A discussão sobre a medida ressurgiu em 2024, não por sua eficiência em economizar energia, mas como uma alternativa para otimizar a geração solar, diminuindo a necessidade de acionar termelétricas, que são mais caras e poluentes. Ao adotar o horário de verão, o pico de consumo seria deslocado para os horários com maior geração solar, reduzindo a dependência de usinas térmicas.

Fonte: IG Mail

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