História de resistência negra vira jogo e transforma aulas no Espírito Santo
Publicado em 28/04/2026 às 14:52
A trajetória de uma princesa africana escravizada, símbolo de resistência e luta por liberdade no Espírito Santo, está ganhando uma nova forma de ser contada — agora dentro das salas de aula, por meio de um game educativo.
“Zacimba: A Resistência da Princesa” transforma o aprendizado de história em uma experiência interativa, convidando estudantes da rede pública a mergulharem em desafios e enigmas enquanto conhecem a história de Zacimba Gaba. Desenvolvido pelo estúdio capixaba Ludo Thinking, o jogo propõe uma jornada dinâmica, na qual cada fase avançada representa também um novo entendimento sobre o passado.
Com duração média de uma hora, o game utiliza a lógica dos jogos de escape para estimular o raciocínio e a curiosidade dos alunos. Ao longo da experiência, os participantes precisam interpretar pistas, resolver problemas e trabalhar em equipe, construindo o conhecimento de forma ativa. Caso surjam dificuldades, o próprio sistema oferece suporte, garantindo que todos consigam acompanhar o percurso. Assista o vídeo https://youtu.be/tz9xd9066o0
A iniciativa aposta na integração entre tecnologia e educação como ferramenta para tornar o ensino mais envolvente. Mais do que absorver conteúdos, os estudantes são incentivados a investigar, colaborar e desenvolver senso crítico — habilidades fundamentais dentro e fora da escola.

Além da experiência digital, o projeto também oferece suporte aos educadores. Um material pedagógico complementar traz contextualização histórica, orientações didáticas e sugestões de atividades interdisciplinares, ampliando o uso do jogo em sala de aula.
Para a equipe da Ludo Thinking, a proposta vai além da inovação pedagógica. Ao dar protagonismo à história de Zacimba, o projeto contribui para valorizar narrativas historicamente invisibilizadas. “É uma forma de aproximar os estudantes de uma história potente, fortalecendo a memória, a identidade e promovendo uma educação mais inclusiva e antirracista”, afirma Anna Barbosa, integrante do estúdio.
Disponível gratuitamente, o jogo já pode ser acessado por professores interessados em diversificar suas práticas e tornar o ensino mais significativo. A iniciativa conta com apoio da Secretaria da Cultura do Espírito Santo (Secult), por meio do Funcultura e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Texto: Luciana Almeida
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