Himaba recebe doação de mais de 13 mil fraldas de pais agradecidos por tratamento que salvou a vida do filho

Publicado em 18/08/2025 às 16:48

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Fotos: Caroline Bastos/ HIMABA

Nesta segunda-feira (18), o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIMABA), localizado em Vila Velha, recebeu uma entrega especial: mais de 13 mil fraldas arrecadas para doação, em agradecimento a um tratamento bem-sucedido realizado pelo hospital. O mecânico João Paulo Klemz, marido da professora Adriele Schmidt Klemz, moradores do município de Santa Maria de Jetibá e país de uma criança de 5 anos e de um bebê de 6 meses, promoveram a ação social com ajuda de amigos, familiares e pessoas da comunidade em que vivem, em Santa Maria de Jetibá.

Há sete meses, a família vivenciou momentos de angústia. O pequeno Miguel, que veio ao mundo no dia 09 de janeiro no Himaba, logo precisou passar por uma cirurgia e ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP), em um tratamento que durou até o dia 29 de janeiro, quando recebeu alta. A cirurgia aconteceu em virtude de uma alteração no coração da criança, que ainda durante a gestação foi diagnosticada com Transposição de Grandes Artérias (TGA). Após essa confirmação, a família foi encaminhada ao Himaba, referência estadual em cardiologia pediátrica, para acompanhamento até o nascimento de Miguel.

Como forma de agradecer aos profissionais de saúde que auxiliaram o seu filho nos primeiros dias de vida, os pais decidiram realizar uma ação social inspiradora. Em forma de agradecimento, a família arrecadou 13.094 fraldas para doar às crianças internadas no hospital.

Segundo o pai João Paulo, a qualidade do serviço prestado no Himaba fez toda a diferença. “Nós fomos muito bem assistidos durante todo o momento no Himaba e, desde a alta do Miguel, nossa família vem sendo acompanhada ainda pela equipe multidisciplinar do hospital, com consultas regulares, vacinas e tudo o que é necessário para o pleno crescimento e recuperação dele. Somos muito gratos ao Himaba, por todos os profissionais que foram tão dedicados, sempre com um sorriso no rosto e dispostos a ajudar. Eles trabalham com muito amor e carinho pelas crianças”, disse, emocionado.

Para o diretor-geral do hospital, Cláudio Amorim, os voluntários do Himaba representam “muito mais do que apoio, é afeto, escuta, acolhimento”. “Temos hoje centenas de pessoas que, todos os dias, fazem a diferença. E são histórias como a do Miguel, que veio de longe em busca de cuidado, que nos mostram o quanto a solidariedade é capaz de atravessar distâncias e transformar realidades. Recebemos famílias do interior, de municípios vizinhos e até de outros estados, e é nesse contexto que a empatia se torna essencial. Nossa gratidão ao senhor João e a todos os corações generosos que participaram dessa ação tão inspiradora”, agradeceu Amorim.

Solidariedade e união

Membros ativos da Igreja Evangélica de Condição Luterana no Brasil (IECLB), a família contou com a solidariedade de companheiros de fé, conhecidos, pessoas da comunidade e outros para passarem por esse momento e foi essa rede de apoio que ajudou na arrecadação de fraldas para o hospital.

“Além de membro da igreja, também sou responsável por tocar os sinos aos fins de semana na minha cidade. Em um desses momentos, ao conversar com o presbitério da comunidade, contei que gostaria de fazer uma ação de doação para o hospital, como forma de gratificação e isso chegou aos ouvidos das equipes de pastores que sugeriram também destinar as ofertas de cultos e divulgar uma campanha nos grupos de mensagens da paróquia. Nós também tivemos doações de amigos e familiares”, contou o pai João Paulo.

O que é TGA

A TGA é uma cardiopatia congênita grave, uma malformação no coração. As duas principais artérias que saem do coração — a aorta e a artéria pulmonar —estão trocadas de posição (transpostas).

Segundo explicou a coordenadora da cardiologia do Himaba, a médica Danielle Lopes Rocha, no coração normal, o sangue pobre em oxigênio é bombeado do lado direito para os pulmões, onde recebe oxigênio, e depois retorna ao lado esquerdo do coração para ser enviado ao corpo. Já na TGA, esse fluxo se inverte: a aorta, que deveria levar o sangue rico em oxigênio para o corpo, sai do lado errado do coração e acaba levando sangue pobre em oxigênio. Isso faz com que o corpo do bebê não receba oxigênio suficiente.

“Os sintomas geralmente aparecem logo nas primeiras horas ou dias de vida e incluem a cianose, que é quando a pele do bebê fica arroxeada, especialmente nos lábios e extremidades, a dificuldade para respirar, cansaço ao mamar e choro fraco ou constante. O diagnóstico pode ser feito ainda durante a gestação, por meio de um exame chamado ecocardiograma fetal ou depois de nascido”, explicou Danielle Lopes Rocha.

A médica ainda pondera que, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de um tratamento eficaz. “Se não for tratada rapidamente, a TGA pode levar a complicações graves e até ao óbito. A Transposição de Grandes Artérias tem tratamento e a cirurgia é a principal forma de correção”, ressaltou.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Sesa

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