Espírito Santo começa ano-safra 2025 com crescimento nas aplicações de crédito rural

Publicado em 18/08/2025 às 15:45

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Foto: Freepik

O Espírito Santo aumentou as aplicações de crédito rural já no primeiro mês do ano-safra 2025/2026. O valor aplicado é referente ao mês de julho de 2025, em comparação com o mesmo mês do ano-safra anterior. Nesse período, o Espírito Santo se destacou com crescimento de 9,2%, enquanto a média geral do crédito rural aplicado no Brasil caiu 21%.

O ano-safra começa em julho de um ano e vai até junho do ano seguinte. No primeiro mês do ano-safra corrente, foi aplicado um montante de R$ 587,7 milhões de crédito rural no Espírito Santo, em comparação a R$ 538,1 milhões aplicados em julho de 2024. Ou seja, quase R$ 50 milhões de acréscimo no período. O número de operações realizadas para as diversas atividades agrícolas capixabas foi de 2,2 mil no período analisado, com crescimento de 5,9% em relação ao total de 2,1 mil operações no mesmo período do ano-safra anterior. Os dados foram apurados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a partir de informações do Banco Central.

O Plano de Crédito Rural para o Espírito Santo na safra 2025/2026, lançado recentemente pelo Governo do Estado, em parceria com a União e diversas instituições financeiras, com destaque para Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), Sicoob-ES, Sicredi e Cresol, já apresenta os primeiros resultados. Uma construção coletiva que envolveu entidades representativas dos produtores rurais e dos pescadores, definindo atividades agropecuárias com prioridade de aplicação dos recursos com taxas equalizadas, abaixo da Selic.

Para o ano-safra 2025/2026, a meta recorde é alcançar R$ 9,8 bilhões e 47,1 mil contratos na agropecuária estadual e negócios associados, até junho de 2026. O crescimento das aplicações está alinhado com as metas do novo Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag 4 – 2023/2032), lançado em dezembro de 2023, e que estabelece que o valor das aplicações alcance R$ 12 bilhões até o ano de 2032.

“O primeiro mês do ano-safra 2025/2026 foi favorável para o Espírito Santo, que continua se destacando como ambiente seguro e promissor para investimentos no agronegócio, mesmo diante de um cenário nacional desafiador. Enquanto a maior parte do País enfrentou retração nas aplicações de crédito rural, crescemos mais de 9,2%. O crédito rural é um aliado para o desenvolvimento rural sustentável. Temos uma organização robusta e colaborativa com as instituições financeiras que compõem o Plano de Crédito Rural para o Espírito Santo. Recentemente, muitos segmentos do agro, como café, mamão, pimenta-do-reino, gengibre, pescados, aves e ovos foram impactados pela imposição de tarifas nas importações norte-americanas. Neste momento, esses segmentos têm prioridade nas aplicações de crédito”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

O secretário ressaltou ainda que o desempenho recorde obtido com o Plano no ano safra, que finalizou em junho deste ano, reafirma a eficiência das ações de articulação entre Estado, instituições financeiras e representações do setor produtivo, além de demonstrar a confiança dos produtores nas políticas públicas e na solidez do ambiente de crédito rural capixaba.

O mês de julho abriu o ano-safra 2025/2026 com bons resultados para o Espírito Santo. Para o gerente de Dados e Análises da Seag, Danieltom Vandermas, as modalidades de custeio e comercialização tiveram maior peso no crescimento das aplicações.

“A alta de 9,2% em julho foi puxada principalmente pelo crescimento no custeio (+19,6%) e na comercialização (+12%). Ao mesmo tempo, observamos uma retração expressiva no investimento (-46,8%), o que indica que os produtores priorizaram capital de giro e liquidez em detrimento de novos aportes, pelo menos neste primeiro mês”, pontuou Vandermas.

Modalidades de aplicação

O crédito rural é destinado a finalidades específicas: custeio, investimento, comercialização e industrialização. O valor aplicado em custeio registrou crescimento de 19,6%, passando de R$ 328,3 milhões para R$ 392,5 milhões. Essa modalidade cobre as despesas inerentes a um ciclo de produção e pode ser utilizada desde o beneficiamento até o armazenamento da produção.

Já o investimento apresentou queda de 46,8%, passando de R$ 65,5 milhões para R$ 34,8 milhões. Esse crédito é destinado a reformas, construções, obras de irrigação, compra de máquinas e equipamentos, entre outros itens voltados à modernização da propriedade rural.

Na modalidade de comercialização, houve crescimento de 12%, com os valores passando de R$ 143,1 milhões para R$ 160,4 milhões. Esse tipo de crédito auxilia o produtor na venda dos produtos no mercado. Na modalidade de industrialização, não houve aplicação em julho de 2025. Esse crédito é voltado ao processamento e à industrialização de produtos agropecuários.

Na proporção do valor total aplicado, o custeio respondeu por 66,8%, o investimento por 5,9% e a comercialização por 27,3%. As análises comparativas consideram o ano-safra 2025/2026 em relação ao ano-safra 2024/2025, no período de julho de 2024 a julho de 2025.

Agricultura Familiar

Na agricultura familiar, o crédito em julho de 2025 alcançou R$ 107,7 milhões, frente a R$ 98,4 milhões no mesmo mês de 2024, representando um crescimento de 9,4%. O destaque foi para a modalidade de custeio, que passou de R$ 57,6 milhões para R$ 96,8 milhões (+67,9%), refletindo a maior demanda por capital de giro na produção. Já os recursos destinados a investimento caíram de R$ 40,7 milhões para R$ 10,8 milhões (-73,3%), indicando menor ritmo de aportes em bens e infraestrutura.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Seag

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